Febre Amarela: Precisamos nos Preocupar?

Febre Amarela: Precisamos nos Preocupar?

Escola Santi

08 Junho 2017 | 17h37

Em projeto que mistura ciências, geografia e matemática, estudantes saem às ruas, conduzem entrevistas e coletam dados sobre o tema

 

Os alunos do 8º ano da Escola Santi, com idade entre 13 e 14 anos, realizam um projeto multidisciplinar tendo como tema um assunto de extrema importância para a saúde da população: a Febre Amarela. Intitulada “Febre amarela: Precisamos nos preocupar?”, a iniciativa visa orientar e esclarecer a comunidade do bairro do Paraíso, onde está localizada a Santi, sobre os riscos e demais questões relacionadas à doença.

Para tanto, os estudantes saíram às ruas da região do entorno da escola, mapeando possíveis focos do mosquito e abordando as pessoas para uma coleta de dados sobre o tema, além de conversar com a comunidade, relacionando de forma prática e teórica os conteúdos aprendidos em sala de aula. O objetivo era que eles fossem verdadeiros agentes conscientizadores para a população.

Vale salientar que o projeto, que tem coordenação do professor de Ciências Stefan Bovolon, envolve ainda as disciplinas Ciências Naturais, Geografia e Matemática.

“A ideia é que os alunos levantem sugestões para as problemáticas surgidas do tema e realizem uma apresentação dos dados coletados em forma de Blog, para a comunidade não somente da escola, mas também para a comunidade externa, desenvolvendo mecanismos onde coloquem a população em contato direto com o que eles vivenciaram, tecendo relações da prática de vivência com questões teóricas aprendidas em Ciências Naturais, Geografia e Matemática”, explica o professor de Ciências da Escola Santi, Stefan Bovolon.

BLOGS – A iniciativa inclui ainda a criação de blogs, em que os alunos, de forma aberta, estão compartilhando com a população o resultado de seu aprendizado por meio de vídeos, infográficos, áudios, fotos, mapas interativos, entre outras atividades.

Ainda com relação ao aspecto multidisciplinar, o projeto é dividido em diferentes etapas. Envolve também análises e estudos dos alunos sobre as causas, sintomas, vacinas e tratamentos da febre amarela, por meio de dados oficiais de órgãos de saúde e de ONGs e associações de combate à doença.

No campo biológico, os estudantes utilizarão os conteúdos aprendidos sobre o ciclo de vida do mosquito Aedes Aegypti para desenvolver novas ideias e estratégias de combate e de análise das políticas públicas sobre o tema. Durante a saída pelo bairro, também serão analisados vestígios de possíveis vetores e criadouros dos mosquitos na região próxima à escola.

FRONTEIRAS – Já no âmbito geográfico, os alunos também estudam outro ponto importante em relação à transmissão e ao combate da febre amarela: as políticas públicas nos países fronteiriços ao Brasil. Desta maneira, é possível relacionar de que maneira os países vizinhos podem impedir que a doença se espalhe, já que, para o mosquito, não existem fronteiras.

Confira alguns dos blogs criados pelos estudantes sobre Febre Amarela:
EpidemiAmarela

Crise Amarela

Perigosamente Pequeno