Educação alimentar desde a primeira infância cria hábitos saudáveis

Educação alimentar desde a primeira infância cria hábitos saudáveis

Escola Santi

18 de dezembro de 2018 | 08h51

Incentivar a alimentação saudável nas crianças desde pequenas é também papel da escola

A alimentação saudável é chave para um desenvolvimento completo, cheio de aprendizado, energia e disposição. Aliada à prática de exercícios físicos, como brincadeiras ou jogos de grupo, é responsável por fornecer às crianças, desde a primeira infância, o que necessitam para crescer com saúde. É por isso que, na Escola Santi, na zona sul de São Paulo, a preocupação com a nutrição dos alunos é parte do dia a dia em todas as idades.

Desde pequenas, eles têm contato com uma variedade de opções saudáveis disponíveis na escola, onde passam importante parte do tempo. Duas vezes por semana, por exemplo, vivem o “dia de fruta”, momento em que alunos do T2 ao 1° ano devem trazer alguma fruta para o lanche. A iniciativa não só estimula aqueles que já gostam do alimento, mas incentiva os que não tem o costume de comê-las a ampliarem seu paladar.

Entre os pequenos, atividades culinárias os colocam em contato com receitas saborosas e nutritivas. Além de aprenderem com as atividades (matemática com as medidas, língua portuguesa com as receitas, por exemplo), eles têm a oportunidade ampliar o paladar e experimentar novos alimentos.

Para a coordenadora do T2 ao T5, Luana Marra, a culinária saudável é essencial neste momento do desenvolvimento. A ideia é “que as crianças conheçam e experimentem os aromas, texturas e sabores de diferentes alimentos, ampliando seu repertório de alimentação saudável e equilibrada”. Tudo isso colabora para criar nos pequenos, não só um paladar ampliado, mas hábitos saudáveis. O hábito, de acordo com Thabata Alcanti, nutricionista da empresa de alimentação que presta serviços para a escola, tira o tom de obrigatoriedade de se alimentar e faz com que comer alimentos nutritivos seja parte da vida e dos desejos da criança.

As receitas, que ficam disponíveis no site, permitem que as famílias possam cozinhar juntas, criando uma vivência gastronômica saudável também em casa. Afinal, a alimentação saudável não depende só da escola. É por isso que a Santi frequentemente convida e estimula os pais a fazerem parte deste projeto de saúde que é para vida toda. “Sem a copartipação da família, não é possível estabelecer um projeto consistente de educação alimentar”, explica a coordenadora dos cursos extracurriculares, Camila de Mauro.

Durante a Mostra Santi de Trabalhos, pais e familiares assistiram à palestra de Solange Scorsatto, mãe de um dos alunos da escola. Lá, falaram sobre alimentação saudável, puderam tirar dúvidas e compartilhar experiências.

Embora a escola restrinja o consumo de salgadinhos, balas e refrigerantes, e ofereça refeições balanceadas e nutritivas, opções industrializadas, carregadas de gorduras, carboidratos e conservantes estão por toda parte fora dos muros da Santi. A partir de certa idade, as crianças e adolescentes passam a escolher como e com o que querem se alimentar, em um processo natural e desejado de autonomia. Nesse momento, optar por alimentos frescos e saudáveis não será um castigo contra as tentações das embalagens coloridas de industrializados se já souberem quais são as melhores escolhas para seu corpo.

A professora Gisela Sakamoto, do 5° ano B, conta como a relação dos alunos com a comida mudou a partir de um projeto sobre descarte consciente. Para prestar atenção no que estavam jogando no lixo na hora do recreio, os alunos foram incentivados a montar as próprias lancheiras, com autonomia não apenas de escolher alimentos que gerassem menos descarte, mas também aqueles que fossem mais benéficos à saúde.

A mãe de uma das aluna do 5° ano conta como a iniciativa mudou a rotina de casa: “minha filha acorda mais cedo, monta o lanche e leva para a escola. Como é ela quem escolhe o que e o quanto comer, na hora de voltar para casa, chega com a lancheira vazia”.

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