Conferência do Clima a nível local

Conferência do Clima a nível local

Escola Santi

30 Novembro 2015 | 12h28

Inspirados pela Conferência do Clima de Paris, alunos discutem mudanças climáticas e elaboram narrativas digitais sobre o assunto

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De 2000 até 2015, a temperatura no planeta Terra já aumentou quase um grau, dos 5 que a ONU havia previsto para o aumento da temperatura na Terra até o fim do século XXI. Com o aumento da temperatura, além dos riscos ambientais como secas, aumento dos níveis do mar e destruição de habitats, teremos um aumento nos gastos com energia e água, recursos cada vez mais escassos.

Com o intuito de tomar medidas para reduzir o impacto humano no meio ambiente, acontece, em Paris, a COP21 – 21ª Conferência do Clima da ONU. Lá, chefes de governo e de Estado, ministros e diplomatas de 195 países do mundo estão reunidos desde domingo, em Paris, para tentar fechar um acordo global que busque evitar uma mudança catastrófica no clima do planeta.
A questão é complexa e envolve metas de redução de emissão de gases de efeito estufa, transferência de tecnologia, financiamento e resolução de velhos atritos entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Uma crise global com soluções, na maioria das vezes locais.

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A Conferência de Paris serviu como gancho para o debate em sala de aula, e para que as descobertas feitas pelos alunos pudessem ser contrastadas com assuntos que serão discutidos no fórum. O professor de ciências naturais da escola Santi, Stefan Bovolon explica que é muito importante manter os alunos sempre a par de acontecimentos atuais, para que consigam transpor o que veem na escola para a vida real. “A função da escola é formar alunos que tenham habilidade para transformar a sociedade em que vivem, que sejam cidadãos conscientes e com pensamento crítico. Ao trazer situações atuais, reais para a sala de aula, e ao incentivar os alunos a buscarem outros temas para discutir, essas habilidades são desenvolvidas.”

“A ideia era que pesquisassem e levantassem hipóteses sobre o que poderia estar causando esse aquecimento global buscando também outras situações além do impacto do homem. A astronomia e a relação do aumento da atividade solar foram aspectos analisados para compreender o aumento da temperatura da Terra. Isso desenvolve a capacidade de investigação, formar hipóteses e contrastá-las com fatos”, explica Stefan.

Depois de muita pesquisa e reflexão, chega a hora de contar para o mundo essas descobertas e o caminho escolhido foi a criação de uma narrativa digital.

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Paralelamente à pesquisa em ciências, em língua portuguesa a discussão era sobre produção de notícias. E, assim como os jornais estão investindo cada vez mais em coberturas multimídia, os alunos também enfrentaram o desafio de criar narrativas digitais interativas.
Um desafio e tanto! Já não era suficiente produzir um texto. A narrativa digital deve incluir diversos elementos. É preciso selecionar, na infinidade de informações encontradas, quais são as que merecem destaque. Além disso definir como fazer e em que plataforma. Para construir o infográfico, por exemplo, foi preciso hierarquizar os dados, escolher o layout, as imagens, as cores, a fonte e aprender a usar a ferramenta. Gravar entrevistas (via Skype ou usando o celular), selecionar ou editar vídeos e preparar o quiz também foi parte do processo. Nem tudo tinha que ser produção própria. O trabalho envolveu também a curadoria de conteúdos produzidos por outras fontes.

“Foi muito interessante porque nós pudemos mexer com várias plataformas e depois juntar tudo em um projeto final. Então, tem desde vídeos, fotos e textos até infográficos, quiz e animações. E tudo foi a gente que fez. Nós vivemos na era da tecnologia então é legal fazer esses trabalhos, porque a gente aprende e vai praticando para o futuro” conta o aluno Felipe Cury Sonnewend.

Além de tecnologias que eles já dominavam de experiências anteriores na Santi, como o uso do Google Drive para produzir textos colaborativos, as fotografias e a edição de vídeos no Movie Maker, o trabalho usou diversas ferramentas que foram novidade para os alunos, como o Piktochart para a criação de infográficos, o site ProProfs para a criação de quiz online e a plataforma ThingLink, que permite agregar conteúdo de diferentes tipos de mídia em uma imagem interativa, e que foi usada para a criação dos produtos finais dos alunos.

“Mais importante que trazer tecnologia para a sala de aula é significar a tecnologia na sala de aula. Mostrar pra que ela é útil, que habilidades ela pode ajudar os alunos a desenvolver, como ela colabora com a aprendizagem, então o uso da tecnologia precisa ter um sentido. No caso das narrativas digitais, foi trabalhar com um gênero discursivo em contexto real, porque os jornais estão adotando esse formato, o jornalismo está cada vez mais se tornando imagético, e ele mostra que a reportagem pode ser feita de diversos elementos e ainda manter uma unidade”, defende o professor de língua portuguesa, Alex Nogueira, que orientou os alunos na criação das narrativas digitais.

Ampliando o debate

Na última sexta feira, os alunos participaram de uma conversa com o professor Lucas, de história, que estava em Paris para um Congresso, sobre os impactos dos atentados na França. Confira o vídeo do professor contando um pouco mais sobre como foi a conversa!

Para saber mais:
Caderno especial do Estadão sobre Desafios do Clima:
http://infograficos.estadao.com.br/public/sustentabilidade/desafios-do-clima/

 

Conheça algumas das produções dos nossos alunos:

 

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