Colaboração, o contraponto da competição

Colaboração, o contraponto da competição

Escola Santi

02 Maio 2016 | 16h07

Jogos cooperativos na escola contribuem para a aprendizagem e prática de empatia, valores positivos e a união

Estamos em ano de Olimpíadas e Paralimpíadas, e mesmo com alguns meses ainda faltando para o início dos jogos, o clima de competição já começa a pairar no ar por meio das propagandas, reportagens e dos eventos testes que estão sendo realizados nos estádios do Rio de Janeiro.

Os jogos olímpicos são o que chamamos de Jogos Competitivos, jogos em que duas ou mais pessoas ou equipes, opõe-se em busca da vitória. No ambiente escolar, esses jogos são importantes para ajudar as crianças a aprenderem a lidar com a competitividade em um ambiente controlado, onde mais valor é posto na participação do que em ganhar ou perder, e os sentimentos de frustração que podem surgir dessas situações podem ser trabalhados, gerando aprendizagem e amadurecimento.

Mas existem outros tipos de jogos onde não há oposição, todos jogam juntos, exercitando a colaboração, a ajuda entre pessoas e a união. São os chamados Jogos Cooperativos.

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Os Jogos Cooperativos servem para trabalhar relações, então são feitas brincadeiras de olhos fechados, jogos de confiança em que um cai e o outro precisa segurar, jogos de contato, jogos em que o objetivo é coletivo, um grupo em busca de algo, e não com a finalidade pura de opor um contra o outro”, explica o professor de Educação Física do 4° e 5° anos da Escola Santi, Mariano Leal de Medeiros.

Mariano possui pós graduação em Jogos Cooperativos pelo Centro Universitário Monte Serrat e explica que reforçar o valor da cooperação por meio dos jogos e outras atividades tem um impacto positivo no aprendizado de todos os outros conteúdos e no cumprimento de objetivos pessoais. Essas propostas ajudam a diminuir o medo de errar e contribuem para que as crianças tenham mais vontade de se desafiar, uma vez que sabem que podem contar com o apoio do grupo.

“A cooperação é um valor que serve para fazer um contraponto para a competição, tão presente no mundo de hoje. Formar pessoas que tenham valores cooperativos, com pensamentos que vão na direção da solidariedade, do respeito, de valorizar as diferenças faz parte da mudança que a gente tem que tentar fazer no mundo, por isso é importante trazer esse eixo para dentro das escolas e das famílias”, continua ele.

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Mas não é só nas aulas de Educação Física que se pode trabalhar a cooperação. Os Jogos Cooperativos podem ser inseridos em qualquer momento da rotina escolar e trabalhados com alunos de idades a partir dos 4-5 anos, momento em que as crianças já conseguem se deslocar um pouco do “eu”, e começam a transitar para um pensamento um pouco mais concreto. Quanto mais cedo esse valor começar a ser transmitido pelas atividades, mais as crianças conseguem entender a cooperação não como algo estranho, mas como algo que faz parte, que dá sentido para as atividades.

Na Santi, a professora Fernanda Issa Farhat, do T5 C, também utiliza os Jogos Cooperativos para reforçar a união do grupo e ensinar valores às crianças. Entre os diversos jogos e atividades do gênero que realizou com os alunos estão o “Bola em Cima, Bola Embaixo”, em que todos devem trabalhar juntos para levar uma bola do começo ao final da fila, e o Jogo da Caixa Surpresa, onde cada criança fez um presente e o entrega posteriormente para alguém que tenha a qualidade retirada de uma caixa surpresa. No vídeo abaixo, você pode conhecer mais de perto esse trabalho.

A colaboração é um valor da Escola Santi, dentre os sete valores institucionais que pautam as decisões e escolhas diárias que se faz na escola – respeito, coerência, responsabilidade, justiça, confiança, integridade e colaboração. A definição de cada um destes valores para a Escola Santi foi cuidadosamente pensada por toda a equipe e é compartilhada, garantindo o alinhamento com a prática e com a missão da escola. Clique aqui para saber mais.