Cisterna caseira é alternativa para crise de água

Cisterna caseira é alternativa para crise de água

Escola Santi

11 Maio 2015 | 11h20

Mesmo com os níveis dos reservatórios mantendo-se estáveis neste início de maio, o estado de São Paulo ainda utiliza o volume morto das principais represas que abastecem a Grande São Paulo. Além disso, meteorologistas alertam que o outono e inverno deste ano não deverão contar com meses chuvosos.

Uso consciente da água é responsabilidade de todos
Como auxiliadora no processo de formação de cidadãos, as escolas têm como um de seus papéis principais orientar e incentivar as crianças para que tenham conhecimento dos problemas atuais e, dessa forma, possam agir conscientemente.

Preocupada com a grave crise hídrica que se instalou na cidade, a Escola Santi tem adotado diversas medidas para não somente reduzir o consumo de água, como também suscitar o debate e a conscientização dos alunos, famílias e professores sobre essa questão.

A mais recente delas foi a instalação de um sistema de captação e reservatório de água da chuva. A construção foi feita durante o evento “Santi de Portas Abertas para a Comunidade: Água, uso consciente” e liderada pelo professor de música, Pedro Queiroz Bruschi.

cisterna2_web
O sistema instalado foi baseado no desenvolvido pelo técnico agropecuário Edison Urbano, chamado de minicisterna, que conta com um recipiente coberto, ligado à calha do telhado por meio de tubos. A capacidade de armazenamento é de 250 litros e a água captada pode ser usada na lavagem de pisos, rega de plantas e descarga do vaso sanitário. O processo de construção foi acompanhado por alunos e pais da Escola Santi e o equipamento está acessível a qualquer estudante, pai ou visitante que tenha o interesse em conhecer o seu funcionamento.

Para o professor Pedro Bruschi, além de útil para a escola, a ação ainda possui um valor educacional e pedagógico. “Apenas o fato de ter um equipamento novo, o galão de água, próximo ao pátio já vai gerar o interesse das crianças em saber o funcionamento desse objeto. Elas vão se informar e passar esse conhecimento adiante”, completa.

Há quase dois anos, Bruschi instalou o sistema em sua própria casa, o que mobilizou família e amigos e chamou a atenção dos vizinhos no bairro em que mora, no Sumaré. De acordo com o professor, um tanque de água e alguns tubos são os principais materiais necessários e o custo total da instalação varia entre R$ 150 a R$ 300. “Embora dependa do volume de chuvas, a cisterna trará uma economia ao consumo de água da escola, possibilitando o reuso para rega e limpeza”, explica o diretor financeiro da Escola Santi, Fernando Cury.

Soluções criativas
A Escola Santi já colocou em prática diversas ações, muitas das quais foram sugeridas pelos próprios alunos e podem ser reproduzidas em casa e em outros espaços, com a ajuda dos pais e educadores, como a instalação de garrafas de plástico dentro das descargas acopladas para reduzir o volume de água. Assista  ao vídeo dos alunos executando a atividade.

Garrafa plástica na descarga acoplada_web

Para beber água, os alunos utilizam garrafas individuais ao invés de beber diretamente no bebedouro, o que desperdiçaria água.
Outra medida adotada foi a utilização coletiva do mesmo pincel para colorir. Os pincéis são separados por cores e lavados em um único balde, ao final do dia. Além da economia, as crianças aprendem a compartilhar os recursos com os colegas.

Garrafas plásticas no bebedouro_web