Alunos vivenciam os problemas de acessibilidade em São Paulo

Alunos vivenciam os problemas de acessibilidade em São Paulo

Escola Santi

13 Julho 2015 | 14h34

Estudo de campo gera reflexão e propostas de melhoria em relação à acessibilidade

 

Calçadas esburacadas, ônibus mal planejados, semáforos sem tempo definido… Com a enorme quantidade e diversidade de pessoas com deficiências no Estado de São Paulo, a acessibilidade continua um grande desafio a ser vencido. As dificuldades de locomoção acabam interferindo diretamente na autonomia dessas pessoas e reflete, diretamente, em sua vida pessoal e profissional.

Segundo a deputada federal Marta Gabrilli, somente 500 dos 35 mil quilômetros de calçadas são acessíveis e apenas 70% do transporte público tem acessibilidade.

Essas questões passam praticamente despercebidas para aqueles que não sofrem com isso, porque, de fato, é complicado compreender as necessidades e limitações quando o problema não nos atinge. Pensando nisso e visando a melhoria desta situação, a Escola Santi incentivou seus alunos a fazerem um estudo de campo. Durante as aulas de ciências, os alunos do 8º ano fizeram um estudo pelo bairro Paraíso, São Paulo, com o objetivo de vivenciar as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiências. Com amigos vendados ou em cadeiras de rodas, sentiram como que é se locomover pelo bairro com limitações.

 

11146652_931251720250146_6081254239084322671_n

 

Um grupo de alunos explica ter descoberto muitos lugares com pseudoacessibilidade como rampas de acesso seguidas por postes que interferem no trajeto.

“Buscamos propostas que façam os alunos pensarem, questionarem, formularem hipóteses e escutarem o que os outros têm a dizer. Isso ajuda a dar significado, de fato, para um tema ou uma aula.”, explica o professor de ciências, Stefan Bovolon. “Quando você se coloca no lugar do outro e sente o que essas pessoas passam para tentar chegar ao trabalho, ter acesso a cultura e viver, passa a questionar a sociedade e propôr melhorias.”

Untitled Report