Alunos aprendem sobre a utilização do design na solução de problemas, com as aulas de Design Thinking

Alunos aprendem sobre a utilização do design na solução de problemas, com as aulas de Design Thinking

Escola Santi

20 Abril 2016 | 16h15

Tendo à frente o professor Fabio Silveira, aulas utilizam-se de metodologias de design de projeto para a realização de diversas ações

 

Como o design e suas possibilidades de abordagens e linguagens podem ser utilizados como ferramenta pedagógica, atuando diretamente no modelo mental de jovens estudantes, causando impacto concreto em suas vidas? Este questionamento é o ponto de partida que norteia o curso de “Design Thinking – Lab de Projetos”, nova disciplina curricular que os alunos do 9º ano da Escola Santi – localizada no bairro do Paraíso, em São Paulo – estão estudando desde o início do ano letivo.

Orientada pelo professor Fabio Silveira, consultor e formador de professores em Design Thinking, professor de Projetos de Design no IED – Istituto Europeo di Design e professor da disciplina Inovação e criatividade na FIA (Fundação e Instituto de Administração) e na Insper, a disciplina visa a busca de soluções que promovam uma experiência mais empática nas pessoas, utilizando-se de metodologias de design de projeto para a realização de ações. A disciplina tem carga horária de uma aula semanal, além de já estarem programadas saídas de campo ao longo do ano.

Autonomia – No curso, Silveira – que atua como professor há mais de 13 anos dentro do campo do design e projetos de inovação – apresenta os conhecimentos dos fundamentos do design, assim como sua utilização para resolução de problemas com diversos níveis de complexidade. “Já foi comprovado até mesmo em empresas americanas que este processo poderia ser útil em áreas de inovação social, educação e saúde”, explica o professor. Silveira ressalta ainda que “estes fundamentos fazem com que os alunos passem a ter autonomia para achar a solução de problemas.”

 

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O estudo do design thinking está baseado em três ferramentas, utilizadas como pilares para o seu desenvolvimento: empatia, colaboração e experimentação.

Na primeira etapa, a Empatia, são apresentados mapas de empatia, que servem como guias para que o indivíduo se coloque no lugar do outro em relação a qualquer assunto, tentando decifrar como é o mundo em que o outro vive: o que ele pensa, o que ele vê, o que ele ouve e o que ele fala. “Esta etapa é extremamente importante, pois podemos entender os motivos de determinadas ações entre os jovens, traduzindo a sua experiência de vida”, ressalta o professor.

O processo da empatia tem ainda como atividade a análise do processo empático, que consiste na discussão e sensibilização por parte dos alunos sobre diversos temas, por meio do contato com pessoas da comunidade e da região da escola e a coleta de dados reais, sobre as experiências vivenciadas.

Já a Colaboração vai no sentido contrário dos tradicionais métodos em que os “gênios” ou “pensadores” detêm um conhecimento pleno. Para isso, é promovida a colaboração coletiva entre os alunos, visando a solução de problemas diversos. “Pessoas com diferentes expertises poderão enxergar o mesmo problema, mas contribuir com múltiplos olhares para sua solução”.

 

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Por fim, a Experimentação tem como base a criatividade dos alunos, utilizando-se da experiência de vida de cada um para a solução dos problemas. Vale ressaltar que um dos principais pontos da experimentação é que, devido ao seu caráter prático, os alunos também trabalham com a possibilidade de erros.

Durante as aulas, passam ainda por um processo de ideação, em que é trabalhada a construção de uma ideia. “Os estudantes terão a consciência de que as ideias são também um processo que se constrói com ações que as completam. Não adianta a ideia permanecer apenas como ideia”, explica o professor. As ideias trazidas pelos alunos serão validadas por uma ferramenta de prototipagem, prevista para ser utilizada no fim do primeiro semestre do ano letivo.

Após as primeiras aulas, o professor Fábio Silveira já pôde notar as diferentes reações dos alunos e até certas mudanças de pensamento. “Com a abordagem do design e o seu papel na educação, os alunos – que ainda não possuem experiências profissionais – estão deslumbrados e tomando consciência do que é o design e suas possibilidades de mercado, por meio da unificação de conteúdos e conceitos”.

O professor completa ainda, afirmando que “as aulas estão causando mais interesse e reflexão por parte dos estudantes, com a emissão de opinião e abrindo espaços para um novo olhar”.

 

 

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Século XXI – “A proposta está alinhada com o objetivo da Escola Santi de capacitar cada vez mais os alunos em direção às competências para o século XXI, organizadas pelo National Research Council, a partir de pesquisas sobre o que se espera que estudantes alcancem em seus ciclos escolares, nos seus futuros trabalhos e em outros aspectos da vida, que contemplam três domínios – cognitivo, intrapessoal e interpessoal”, explica Adriana Cury Sonnewend, diretora da Escola Santi.

A diretora ressalta ainda o fato de que “com a complexidade das relações que permeiam a sociedade atual, encontrar soluções que atendam todos os agentes envolvidos se tornou um grande desafio para as novas gerações. O design, como abordagem multidisciplinar, permeia diversos assuntos e atua profundamente no modelo mental das pessoas, na busca de soluções de produtos ou serviços que promovam uma experiência mais empática para o seu usuário”.