Uso de diferentes suportes e plataformas nas aulas de Arte

Uso de diferentes suportes e plataformas nas aulas de Arte

Colégio Santa Maria

08 de junho de 2020 | 07h30

Autoria – Adriana Felix Pistori

 

Nesse tempo de isolamento social e aulas online, existem muitos questionamentos de como visualizar e aplicar as contribuições das tecnologias na área de conhecimento da Arte. Considero que as experiências digitais podem aproximar os estudantes às expressões artísticas e ajudar no desenvolvimento de diferentes habilidades, das convencionais que a área envolve, como as motoras, mas também as de pensamento, pois promove a transformação por meio de experiências de autoria e do protagonismo dos estudantes.

O ensino da Arte continua baseado na abordagem triangular (Ana Mae Barbosa, 1980), que considera três eixos norteadores: Fruição estética (ler imagens), contextualização (informação – História da Arte) e fazer artístico (experimentação, criação). Essa relação envolve “selecionar, reelaborar, construir, partir do conhecimento e modificá-lo. Esses são processos criadores imprescindíveis para o mundo contemporâneo”*. O objetivo é experimentar, selecionar e utilizar diversos suportes, materiais e técnicas artísticas, bem como diferentes plataformas digitais para que o estudante possa se expressar, exercitando sua criatividade e a possibilidade de novas conexões.

No 8º ano do Santa Maria, realizamos visitas virtuais a museus, como o de Inhotim – https://artsandculture.google.com/partner/inhotim?hl=pt-br, para o estudo da Arte Contemporânea e, nesse tipo de atividade de apreciação, os estudantes aumentaram o repertório e estabeleceram ligações com o que já sabiam, passando a construir novos conhecimentos. Foi proposta a criação de um Portfólio Digital a partir do Google.com, onde o estudante irá alimentar sua página com suas produções (estudos, desenhos, vídeos, produções digitais etc), fazendo com que o percurso pessoal fique registrado, podendo ter seu processo de trabalho acompanhado, de forma mais organizada e visual.

As atividades realizadas foram diversificadas, envolvendo as tradicionais (como desenho e pintura) e outras diferentes, não tão usuais no dia-a-dia do atelier de Artes. Foram utilizadas mídias diversas: apreciação da obra de Olafur Eliasson (através da série Abstract do Netflix), criação de escultura com materiais reutilizáveis (a partir do trabalho do artista), criação de vídeos como registro de atividades, produção de fotos (baseadas no fotógrafo Tiago Lontra), fotos com interferência e editadas no PicsArt.com, simetria digital através do weasilk.com, objetos com materiais reutilizáveis (baseados na obra do artista contemporâneo Pedro Sabiá), criação de nuvem de palavras (a partir da fruição estética de Frans Krajcberg), criação de videoclipe em grupo; cada um estando na sua casa.

Nesta época de pandemia, temos que nos reinventar, criar novas maneiras de ver e produzir arte, de se expressar, de ser e viver a arte.

* Julci Rocha Mestre em Educação: Currículo, especialista em gestão educacional, design educacional e educação inovadora. Licenciada em Letras pela USP. Pesquisadora da área de inovações em educação envolvendo tecnologias digitais, metodologias ativas e currículo

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