Uma noite iluminada – convivência voluntária

Uma noite iluminada – convivência voluntária

COLÉGIO SANTA MARIA

31 Janeiro 2017 | 07h30

Autoria: Pedro Moisés de Carvalho

  O título que resolvi dar para esse texto, aparentemente, revela uma contradição: como a escuridão da noite pode ser sinônimo de luminosidade? Bom, a resposta para essa pergunta é possível para aqueles que ao meu lado estiveram reunidos nas dependências do PRISMA, pernoitando com um grupo de alunos do Colégio Santa Maria que, ao longo do ano, também foram voluntários.

Vivemos na era da “ausência da aproximação”, marcada pela “intermediação da tecnologia” que, por um lado, elimina barreiras físicas, mas, por outro, cria outras, no âmbito afetivo. Uma parcela significativa da juventude é marca registrada dessa era do descartável, das estruturas frágeis e do esfarelamento dos valores, não por opção própria, mas pelos efeitos de um forte apelo midiático, pautado na intervenção cultural e tecnológica vindas de fora. A educação precisa estar atenta para essa questão.

Ao redor da fogueira que acendemos pela noite, acompanhados pela luz das tochas ao longo do nosso itinerário reflexivo, pautado no resgate das memórias oriundas da nossa ida ao Vale do Ribeira, para exercer o voluntariado em diversas comunidades, percebemos que a esperança na juventude supera qualquer desafio. Pequenas sementes de solidariedade, respeito à diversidade e justiça germinaram naquela noite.

Nós, os educadores, adultos e experientes, ficamos emocionados por vermos o crescimento daqueles jovens, seu amadurecimento e alegria ao descrever suas lembranças. Não recordações perdidas no tempo, mas capazes de promover uma vida nova, uma visão mais humana, um coração capaz de amar o desconhecido e, sobretudo, uma jovialidade que, mesmo os mais novos, imersos em uma sociedade como a nossa, infelizmente, aos poucos, vão perdendo. Nessa noite, nós e eles fomos dormir mais iluminados e felizes.

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