Uma mãe, muitos olhares

Uma mãe, muitos olhares

COLÉGIO SANTA MARIA

23 Outubro 2017 | 07h30

Autoria: Pedro Moisés

 Maria foi mãe de uma criança singular. A cada abraço, sorriso, beijo ou olhar, a imagem da Mãe amorosa ficava gravada na memória do bebê. Tempos depois, quando se perdeu, ao reencontrá-la, o olhar de alívio da Mãe produziu no Filho a certeza de que estava novamente protegido. Já adulto, em um casamento, ao olhar para ela, ele soube que os anos de silêncio e preparação tinham terminado. Era chegada a hora de agir. No alto do seu sacrifício, pregado na cruz, ele só tinha olhar para ela.

As lágrimas de dor da Mãe recordavam as lágrimas que tinham sido enxugadas por ela quando ele, aprendendo a andar, caiu uma e outra vez, dando os primeiros passos. Cada queda no Calvário foi amenizada pelo olhar distante da Mãe, que novamente o acompanhou, estação por estação. Ali estava ela, ajoelhada, com os olhos banhados de lágrimas, aguardando o momento em que, novamente, teria a humanidade nos braços.

Passaram-se os anos, entretanto, Maria sempre está olhando pelos seus filhos. Em 1717, do fundo do Rio Paraíba do Sul, seu olhar voltou-se para os rostos abatidos de todos os brasileiros marcados pela ação do tempo e pelo cansaço do dia. Das águas estéreis, a vida se renovou. As redes vazias tornaram-se pequenas para comportar tantas bênçãos.

Os alunos do 7º ano do Santa Maria, ao conhecerem essa história, mostraram-se maravilhados. Sentiram-se irmãos de Jesus, compartilhando com ele os abraços efusivos da Mãe que, em Lourdes, Fátima, Guadalupe ou Aparecida, olhou para o povo mais simples e sorriu, como se o que ocorreu há 300 anos fosse apenas mais um olhar…

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