Um domingo, numa noite de lua cheia

Um domingo, numa noite de lua cheia

Colégio Santa Maria

30 de outubro de 2015 | 07h00

O que fazer quando um fantástico evento astronômico acontece numa noite de domingo? Chamar os alunos para a escola!

Apesar da forte chuva poucos minutos antes, mais de cem pessoas, entre estudantes e pais, vieram ao Santa Maria em pleno domingo à noite para contemplar o eclipse total de superlua. Num clima de fascínio e interesse, um diálogo estimulante e desinibido foi se estabelecendo entre os observadores, expandindo os horizontes do conhecimento de cada um.

Mais do que um momento privilegiado de verdadeira comunhão com o Universo, a atividade faz parte das estratégias de estudo oferecidas pelo Ensino Médio.

O céu constitui uma incomparável interface entre o homem e o restante do Universo. No entanto, a prática de observação celeste é bastante tímida, já que com o desenvolvimento das áreas urbanas e o aumento da poluição luminosa, a transparência da atmosfera diminuiu e, aos poucos, fomos abandonando o hábito de observar o céu.

Na tentativa de evitar que o estudo da Astronomia se restrinja à compreensão mecânica da dinâmica celeste, o professor e astrônomo Ednilson Oliveira insiste em recorrer a essa magnífica interface como recurso pedagógico, ampliando a possibilidade de compreensão do Universo pela perspectiva oferecida pela observação – quer seja a olho nu ou mediada por instrumentos. Dessa forma, o estudo do Universo ganha significado e dinamismo.

Assim, a abordagem teórica e conceitual é sempre articulada a sessões regulares de observação do céu no próprio Colégio, visitas monitoradas ao IAG – Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP e visitas orientadas ao CienTec – Parque de Ciência e Tecnologia da USP.

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Em encontros abertos aos interessados, os estudantes são apresentados a um céu que alguns nunca viram, realizando uma pequena viagem por algumas maravilhas que a luminosidade urbana teima em esconder. A partir das observações, levantam questões que contribuem para a construção de uma visão cada vez mais aprofundada do Universo. “São momentos gratificantes para os alunos, que geralmente vêm acompanhados por pais curiosos”, diz a coordenadora da área de Ciências da Natureza e Matemática do Ensino Médio, Maria Soledad Más Gandini.

De vivências como essas fica outro legado igualmente importante: o aumento crescente do interesse por ciências básicas relacionadas à Astronomia, como Matemática, Física, Química, Biologia e Geografia, que ganham novo significado.

Novas observações continuam acontecendo, mas outro eclipse como aquele, só em 2033. Já estamos nos preparando!….

 

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