Trabalho em grupo: um instrumento de aprendizagem

Trabalho em grupo: um instrumento de aprendizagem

Colégio Santa Maria

16 Setembro 2016 | 07h30

Autoria: Roberto Wagner Carbonari

Com a chegada da finalização da Educação Básica na 3ª série do Ensino Médio, aumenta a importância de trabalhar conceitos novos agregando-os aos apreendidos ao longo da vida escolar dos jovens. A insegurança parece tomar conta de grande parte deles. Em Matemática, a situação não é diferente, principalmente em momentos de avaliação. Muitas vezes, a resolução de um simples problema passa a ser um problema enorme.

Para minimizar tal situação tenho proposto aos alunos do Colégio Santa Maria, como uma das formas de avaliação, o trabalho em grupo ou, como acabam chamando, uma avaliação em duplas. A regra para a formação das duplas é o agrupamento dos alunos por igualdade de conceitos obtidos no conceito bimestral referente ao bimestre anterior ou em avaliação anterior do próprio bimestre. Havendo número ímpar de alunos na sala, é autorizada a formação de um trio. Tal critério proporciona uma possibilidade real de diálogo ao longo da avaliação, algo que ficaria prejudicado se o critério fosse totalmente livre ou se fosse permitido que um aluno que sempre se sai bem em avaliações, se agrupasse com outro que praticamente não domina os conceitos. Já observei que quando há muita diferença nesta formação, o que sabe mais faz e o outro se cala.

A orientação para realização do trabalho é que ele seja fruto da produção conjunta da dupla e não que um faça uma parte e o outro faça a outra parte. Desta forma, um ajuda o outro, um percebe o erro do outro, e assim aprende com o outro. Erros de cálculos são minimizados. O diálogo ao longo da avaliação é essencial – o ponto mais importante, o que dá qualidade à produção. Para ilustrar transcrevo dois depoimentos:

Segundo Isabella Souza, aluna da 3ª série do Ensino Médio, “a atividade em dupla permite o compartilhamento de conhecimentos. É uma experiência muito enriquecedora, na qual há uma troca de ideias com o objetivo de resolver os exercícios, e dessa forma, ambos aprendem e ensinam um ao outro, tornando a resolução da prova mais fácil, rápida, dinâmica, além de incentivar o trabalho em conjunto”.

Para Camila Bovolato Rodrigues e Cristal Crocker Alves de Lima, da mesma série, “Fazer a avaliação em dupla é um momento de aprendizado. Nossos conhecimentos se completam e ao longo da prova revisamos os cálculos uma da outra. Além de mantermos a calma e foco quando trabalhamos juntas, pois há alguém para incentivar e cuja nota também depende de mim (e isso é incentivo bastante para estudar)”.

Nos dois relatos fica claro que ambos aprendem, compartilham conhecimentos e aprendem como o raciocínio do outro e permitindo a organização das informações e, além de fortalecer emocionalmente, traz prazer no aprender, confiança, ajuda mútua e seriedade. Sem contar que proporciona seriedade, melhora o aproveitamento e o resultado da avaliação.

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