Trabalho com refugiados na EJA

Colégio Santa Maria

29 de abril de 2019 | 07h57

A Educação de Jovens e Adultos do Santa Maria tem, entre seus alunos, um grupo de refugiados que chegaram a São Paulo em busca de uma vida melhor do que aquela que tinham em seus países de origem. Um trabalho que não envolve apenas a educação formal, mas acolhida e integração cultural, igualmente importantes para esse tipo de situação.

Uma das professoras voluntárias é Priscilla Pachi, que ministra aulas de Português e aproximação cultural. Ela é mestranda do Programa de Pós-graduação em Geografia Humana da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, domina o idioma francês, segunda língua para muitos islâmicos e haitianos, o que favorece a integração de culturas tão distintas.

Mostrar a diversidade cultural aproxima e evita muitos problemas ou constrangimentos entre os alunos. Como exemplo, uma senhora síria, que se veste de maneira tradicional, tem costumes arraigados no islamismo, não aceitava a aproximação de alunos. Portanto, quando se propunha trabalhos em grupos na classe da EJA, criava-se um grande problema. Os alunos achavam que era arrogância por parte dela; já ela, se sentia invadida em seus direitos.

 

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