Tabuada? A gente aprende brincando!

Tabuada? A gente aprende brincando!

Colégio Santa Maria

09 Julho 2015 | 07h00

Alunos constroem e praticam jogos para compreender o conceito da multiplicação

A tabuada é a mesma do tempo em que você era aluno e, provavelmente, tinha que decorá-la. Aqui no Colégio Santa Maria, o aprendizado da multiplicação e da tabuada vai muito além da memorização de operações e resultados. Os alunos colocam a mão na massa e, com o uso de material concreto e jogos construídos por eles, compreendem o conceito da multiplicação.

A multiplicação envolve diferentes ações e é no 2º ano do Fundamental I que começamos esse trabalho. Iniciamos a reflexão, discutindo o significado da palavra “vezes” e em quais situações cotidianas a usamos. O objetivo é que o aluno compreenda que a palavra vezes representa quantas vezes determinada quantidade ou agrupamento se repete. O próximo passo é trabalhar com as ideias da multiplicação. Nosso foco é a ideia aditiva (ação de contar grupos com a mesma quantidade de elementos).

Partimos então para a prática. O primeiro jogo é “Várias vezes”, onde temos como objetivo construir o conceito de “várias vezes o mesmo tanto”. Juntos, montamos saquinhos e colocamos a mesma quantidade de pequenos objetos como: colherinhas, canudinhos, tampinhas…

Material montado! As crianças sentam em duplas e jogam. Cada jogador, na sua vez, lança o dado. Quem conseguir o maior número, pega um pacotinho. Ganha quem conseguir mais pacotes. No final do jogo, cada criança registra quantas vezes ganhou pacotes e quantas peças há em cada pacote. Repetimos esse jogo algumas vezes, variando materiais e quantidade de peças em cada pacote. Enfim, chega o momento mais rico da atividade, em que as crianças compartilham o que entenderam da brincadeira.

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Eu aprendi que, para calcular a multiplicação do 3, temos que contar de 3 em 3.” – Sophia Igarashi

Eu entendi que 3 vezes 3 é igual a 9 porque repete 3 vezes o número 3.” – Ana Luiza Botelho

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Colocar o aluno como agente reflexivo de sua aprendizagem o faz pensar e construir de fato o conhecimento, que vai muito além da simples memorização.