Remanescentes das aulas remotas

COLÉGIO SANTA MARIA

19 de outubro de 2021 | 06h00

No início do segundo semestre, as aulas presenciais foram retomadas no Colégio Santa Maria com uma parcela muito pequena de alunos que não puderam retornar, a maioria do Ensino Fundamental II, segmento que conta com uma turma de cada série no ambiente remoto. Uma das principais razões para a permanência do aluno em casa é morar junto com um parente do grupo de risco para a Covid.

Mas como estão esses estudantes? No Santa Maria, o grupo recebe um olhar especial para garantir acolhimento e atenção nas aprendizagens. A classe on-line do 7º ano, por exemplo, tem 20 alunos. No início da pandemia, no ano passado, eles ainda estavam no processo de adaptação da mudança de ciclo, do Fundamental I para o Fundamental II, o que significa que a memória afetiva da turma estacionou em 2019. “O ambiente social desses alunos ficou restrito à casa e à família, e a escola sempre ocupa um espaço muito importante”, diz a professora de Ciências, Caroline Mieko.

Apesar da situação atípica e não exatamente ideal, a educadora vem se surpreendendo com os ganhos que a turma tem apresentado. “A classe remota está engajada, os colegas se acolhem, têm disponibilidade de ajudar um ao outro. Eles buscaram alternativas e estão mostrando sua potência”, afirma a professora, que reserva um tempo no início ou final da aula para conversar com a turma, assim como acontece presencialmente. “É muito importante ouvi-los porque essa faixa etária tem necessidade de convívio”.

Com relação à aprendizagem, como o universo dos estudantes ficou restrito às ferramentas digitais, eles têm maior domínio da plataforma utilizada pelo Santa Maria e estão demonstrando mais autonomia para estudar. Os trabalhos em grupo, fundamentais no processo de aprendizagem, poderiam ficar prejudicados, não fosse o engajamento que a classe adquiriu com o passar do tempo. “O distanciamento físico não os impede de trabalhar coletivamente, eles conseguiram alcançar algo muito próximo do que é a realidade da sala de aula”, afirma a professora Mieko.

 

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