Projeto reprodução e sexualidade  

COLÉGIO SANTA MARIA

21 de janeiro de 2019 | 07h30

Autoria: Denise Garcia Carneiro

O projeto desenvolvido com os alunos do 8º ano proporciona informações e reflexões acerca de todos os aspectos que envolvem a sexualidade. À escola não cabe somente o papel de ensinar, mas também da formação de cidadãos conscientes de seu papel no mundo (seu papel na sociedade). Falar de sexualidade envolve diversos tabus e barreiras como repressão, poder, preconceito, desejo, paixão, prazer e tantos outros. A sexualidade humana compreende diversos aspectos diversificados e complexos, uma vez que norteia a relação com o corpo, afetos e relacionamentos. Precisamos proporcionar informações corretas e falar de temas como infecções sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos, gravidez na adolescência com o objetivo de construir um conhecimento que os levem a fazer escolhas corretas para as suas vidas.

Mas não devem ser apenas os professores os alvos destas ações de sensibilização e formação. Os encarregados de educação, enquanto atores centrais no processo de aprendizagem e da formação pessoal dos jovens, são também confrontados com situações às quais não sabem, por vezes, como reagir, questionando-se frequentemente de que forma podem ajudar os filhos. “Não é preciso tirar nenhum curso”, refere Emília Costa. “Basta que falem do que sabem com naturalidade e abertura”.

A construção desse conhecimento foi feita em nossas aulas de Ciências através de documentários, textos, conversas e reflexões.

Deixo aqui alguns dos textos que foram produzidos em nossas aulas. Procurei fazer poucas intervenções para que os alunos pudessem refletir como conseguiram perceber o tema discutido.

 

“Esta conversa é importante pois: imagine assim, uma garota de 15 anos, que ainda não tem o controle de sua vida, teria de cuidar de uma nova vida, teria um novo corpo crescendo em sua barriga. Novas responsabilidades, novas dificuldades….

Achamos que repassar esse assunto para várias pessoas, gerações, enfim é o ideal para que as pessoas tenham mais consciência e tomando mais cuidado”

Evelin Merdrado, Sophia Czekay, Cintia Laino, Gabrielle Benachio, Grazielly Guilger -8º F

 

Dificuldades que os adolescentes passam na adolescência

“ Nas últimas décadas, a gestação na adolescência tem sido um sério problema de saúde pública. A gravidez precoce é uma das causas mais frequente de internações no SUS, e corresponde a um quarto do total de partos…..

…..Estudos comprovam que a precariedade das condições de vida, falta perspectiva profissional e fragilidade social e econômica são os grandes responsáveis para os jovens iniciarem a vida sexual precocemente.

A gravidez precoce compromete a escolaridade das meninas, que na maioria das vezes larga a escola.

Mesmo com todas essas dificuldades ainda há um número muito baixo de adolescentes que deixaram o filho para adoção ….

Alexandre Evangelista, Ana Beatriz, Giovanna, Pietra e Juliana – 8º A

 

O perigo da gravidez na adolescência

“ A gravidez na adolescência causa danos na menina não só na sua saúde, mas também socialmente. A menina grávida deixa de estudar e de contar com amigos e, muitas vezes, é expulsa de casa. Depois de dar à luz raramente consegue emprego.

Há vários de evitar tal situação, como por exemplo, o uso de meios contraceptivos corretos…

Segundo o site G1, cerca de 17% dos partos no Brasil, são de adolescentes de 10 a 19 anos, e 66% deles são indesejados, ou seja, não era a intenção do casal engravidar….

…. De acordo com a OMS, muitas vezes a gravidez da menina repete a sua própria história de vida, isto é, a menina engravida na mesma idade que a sua mãe, fazendo disso um comportamento natural.

A informação e a prevenção seriam uma boa maneira de romper esse ciclo.

Bianca e Bruna – 8º B

Gravidez na adolescência – Um ciclo vicioso

“Hoje em dia, todos nós sabemos que a violência está presente em todos os lugares do mundo e ela é muito nítida em nosso país. Você sabia que a gravidez na adolescência é considerada também uma violência? Como a sociedade deve ajudar a combater esse tipo de violência

Primeiramente, precisamos entender as causas, riscos e consequências de uma gravidez precoce.

O Brasil, hoje é uma das regiões com as maiores taxas de gravidez na adolescência e isso se dá ao fato dos morados das regiões mais pobres (onde ocorrem a maioria dos casos) não possuírem acesso ao ensino de qualidade, logo lhes falta educação sexual, portanto, não tem consciência sobre o uso de métodos contraceptivos.

A gravidez precoce traz diversos risco, como a mortalidade materna, o aborto natural, o nascimento prematuro e a evasão escolar, o que traz uma situação de pobreza à vida do filho da adolescente, que não terá também um ensino de qualidade, logo, o ciclo se repete.

Agora como a sociedade pode combater esse tipo de violência? Para combater esse tipo de violência não devemos pensar em como punir, mas sim como conscientizar nossa sociedade, impedindo que se formem mais ciclos como esse.

Precisamos de um ensino de qualidade, de campanhas de prevenção, do acesso desses jovens a uma sociedade mais justa e igual.”

Enrico Andrade – 8º B

 

“Quando falamos de gravidez precoce conseguimos ver vários problemas com as mães, como por exemplo: uma mãe que ainda está estudando, a partir do momento que tem o filho abandona os estudos para conseguir cuidar dos filhos e com isso no futuro acabem sofrendo as consequências de não conseguir ingressar no mercado de trabalho…”

Ana Moro, Giovana Munhoz, Maria Luiza, Kauã – 8º A

 

“É importante, na vida do adolescente falar de métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce, para poder fazer escolhas corretas e não cometermos o erro de fazer escolhas que comprometam o nosso futuro…”

Rodrigo, Bruno, Rafael, Pedro Portela, Pedro Generali – 8º F

 

“Discutir sobre esses assuntos é extremamente importante na formação dos alunos e alunas, uma vez que esses estão fortemente ligados à compreensão da sociedade em que vivemos hoje. É só assim que conseguiremos um futuro melhor para nossa nação”.

 

Ana Franco e Mayumi Fernandes – 8º A