Projeto ecoestudantil do Fundamental II  

Projeto ecoestudantil do Fundamental II  

COLÉGIO SANTA MARIA

17 de fevereiro de 2020 | 16h54

Autoria: Denise Carneiro

Desde o início de 2019, eu e o grupo dos alunos do 8º ano do Santa Maria tínhamos um desafio: reinventar o “Projeto de construção de cisternas urbanas”, que tem como objetivo oferecer aos estudantes a oportunidade de desenvolver a construção e instalação de uma cisterna caseira – um sistema de captação e armazenamento adequado de água da chuva para fins não potáveis.

Em nossos primeiros encontros, partimos do conceito de sustentabilidade relacionado ao desenvolvimento sustentável, ou seja, formado por um conjunto de ideias, estratégias e demais atitudes ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas.

Começamos uma parceria com os alunos do 8º ano da EE Eusébio de Paula Marcondes. O nosso objetivo inicial seria a construção de uma cisterna juntamente com a montagem de uma pequena horta. Para começar, fizemos uma oficina conduzida pela bióloga Luisa Haddad, proprietária da empresa Pé de Feijão (pedefeijao.com.br), que contou com alunos das duas escolas. As mudas que produzimos foram doadas em uma primeira visita à EE Eusébio de Paula Marcondes, quando iniciamos a montagem da horta.

O nosso projeto multiplicou. Como encerramento de nossas atividades, pudemos contar com a parceria dos grupos do Ecoestudantil do 6º e 7º ano do Santa Maria, que também compartilharam um pouco do trabalho que desenvolveram ao longo do ano. Os alunos do 6º ano e o professor Simei Ribeiro fizeram a doação de uma composteira juntamente com uma pequena oficina, onde relataram o que haviam aprendido. Já o 7º ano e a professora Caroline Mieko fizeram a doação de um aquecedor solar.

O trabalho continua agora com os novos grupos do Ecoestudantil que se formaram em 2020. “A parceria entre o Colégio Santa Maria e o Eusébio foi muito produtiva em diversos pontos. O primeiro com certeza foi a oportunidade de interação entre os estudantes e professores das duas escolas, que são bem próximas, porém com realidades tão diferentes. A horta foi um projeto importante para nossa escola, pois os alunos se apropriaram de uma área pouco utilizada, dando-lhe um significado, assim como criou o desejo nos estudantes de interferir, melhorar e preservar outros espaços. Além do conteúdo próprio do tema nas aulas de ciências, e acompanhar o processo e o tempo da natureza. Os alunos se tornaram mais protagonistas e se organizaram para regar a horta durante as aulas e até no período de férias. Também integrou funcionários da limpeza, que fizeram questão de cuidar da horta junto com os alunos”, relatou Rachel Pellozzo, professora e coordenadora da E.E. Eusébio de Paula Marcondes.

 

 

 

 

 

 

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