Projeto Drogas e Prevenção

Projeto Drogas e Prevenção

COLÉGIO SANTA MARIA

28 de setembro de 2020 | 07h30

Autoria – Denise Carneiro e Ricardo Borduchi Ferreira

O 8º ano do Colégio Santa Maria está trabalhando o projeto Drogas e Prevenção de forma interdisciplinar com os componentes curriculares de Ciências e Educação Física com intenção de repertoriar, esclarecer, discutir e debater o tema das drogas, tão presente em nossa sociedade atual. Esta discussão é um desmembramento do projeto da série “Cultura e Identidade: Qual o Meu Papel no Mundo?”, no qual a cada bimestre são definidos subtemas, para serem explorados pelos componentes curriculares envolvidos. No 3º bimestre, a temática, discussões e discussões e atividades voltaram-se ao consumismo e às drogas.

Em parceria, a professora Denise Carneiro, de Ciências, e o professor Ricardo Borduchi, de Educação Física, durante seis aulas, abordaram o tema com o grupo de alunos.  Entrou em pauta a discussão sobre o que são drogas e as suas classificações; as drogas lícitas e as ilícitas; os aspectos culturais relacionados ao consumo de drogas; as drogas sociais; o sistema de recompensa; doping e aspectos positivos e negativos da suplementação alimentar.

Este ano trabalhamos de uma maneira diferente dos anos anteriores, pois estamos desenvolvendo nossas atividades remotamente, no modelo síncrono, usando como recursos apresentações online pelo Prezi, vídeos do YouTube, lives via Zoom, ferramentas que estamos utilizando com uma regularidade maior nestes tempos de pandemia e ensino-aprendizagem a distância.

Notamos um envolvimento e interesse muito grande dos alunos pelo tema e também percebemos que, quando o enfrentamos com a naturalidade e seriedade que merecem, os alunos ficam mais abertos a discuti-lo, assim pudemos debater e esclarecer dúvidas mais recorrentes sobre o assunto, eliminando estigmas e fantasmas.

Finalizamos esta atividade com um trabalho em grupo, também realizado totalmente online e dentro das aulas, ficando como recompensa o esclarecimento e liberdade de discussão de um tema que para muitos é um tabu.

O trabalho, que não se encerrou e continuará no próximo bimestre, já tem produzido boas reflexões por parte dos alunos:

“Esse ano na escola tive o primeiro contato com o projeto de drogas e prevenção, algo que antes eu nem considerava tão relevante, mas que depois de entender um pouco mais do que se tratava vi o quão importante era. Na minha idade muitas coisas novas e diferentes acontecem, não só com a gente mas com as pessoas ao nosso redor também. Aquele seu amigo de tantos anos te oferece algo ‘só para experimentar’, começa a beber e várias outras atitudes que nunca lhe haviam passado pela cabeça que poderiam vir daquela pessoa. Saber lidar com isso e ter a consciência dos efeitos que as coisas têm no nosso corpo se tornam cruciais, e é por isso que achei tão importante a iniciativa da escola com o projeto. Eles não nos dizem ‘não faça e ponto’, nos fazem entender o porquê de não usar e os prejuízos de tal dependência”– Larissa da Mata Savioli – 8º ano D

“Drogas são um assunto muito discutido, tanto hoje, quanto sempre foi. O vício nelas é muito perigoso, causando problemas à saúde e outros, porém muitas pessoas não levam a sério esse perigo, ou até sabem, e ainda preferem corrê-lo e usar a substância. A possível exposição às drogas existe para todos, porém a fase da vida onde são mais casos encontrados é na fase da adolescência. O vício se espalha entre os adolescentes, por meio da influência dos outros e da necessidade de encontrar um lugar para si no grupo. Isso é o que o torna mais perigoso, pois entra na necessidade e desejo da aceitação dos outros. Isso não deveria ocorrer, pois não deveríamos ter que fazer nada para sermos aceitos, apenas termos de ser nós mesmos. Porém, infelizmente, a realidade é diferente do que gostaríamos que fosse” – Camila Dutra Lien – 8º ano C

“Filmes, séries, músicas e outros estão bombardeando a audiência com propagandas de narcóticos, bebidas alcoólicas e drogas ilícitas, toda vez que ligam a TV em certos canais ou ouvem algum tipo de música, significando que, além de jovens, crianças também são expostas a esse tipo de informação mesmo sem saber. E o maior problema nisso é que, ao invés de serem retratadas como substâncias prejudicais e aditivas, o que se vê é somente um jeito diferente de se divertir e afogar as mágoas” – Sofia Facincone Takaki – 8º ano B

“Experimentação de novos papéis sociais e de novos valores é uma forte característica da adolescência. A tentativa de ser independente em relação aos seus responsáveis faz com que os adolescentes passem mais tempo com seus amigos, dividindo com eles as dúvidas, problemas e angústias. Por viverem uma constante mudança no corpo e mente, os jovens procuram com os amigos a dose necessária de acolhimento, solidariedade e compreensão. Muitas vezes também ingerem drogas pela necessidade de pertencer a um grupo ou simplesmente não se sentirem excluídas em locais em que as pessoas ao redor as usam com total normalidade” – Janaína Diogo Passos – 8º ano C

“Como proteger a juventude do acesso e vício as drogas? Não é uma resposta simples porque no meu ponto de vista não há uma maneira de garantir que seu filho ou filha, amigo ou amiga, irmão ou irmã não vá para o mundo das drogas, pois não tem como mudarmos o jeito de pensar dos adolescentes de o que é certo e o que é errado, de coisas comuns que acontecem com outros diariamente, como perda de parentes e discussões, mas você, pai ou mãe, pode acompanhar o dia do seu filho diariamente, conversar com ele sobre a vida, deixar ele desabafar sobre as situações difíceis que ele tem passado, dar conselhos bons, e o mais importante apoiá-lo nos momentos bons ou ruins assim como ele faria por você” – Pedro Henrique Leonillo Arduini – 8º ano E

 

“Desenho sobre drogas, a heroína é dourada para representar o valor que tem para o usuário, e a menina está vestindo verde porque é a cor da esperança e da saúde” – Ana Ramalho Rondani– 8º ano B

 

“Nós, adolescentes, estamos cada vez mais expostos às drogas, que são extremamente perigosas para sociedade e para o jovem indivíduo, que por sua vez, usa essas substâncias com três finalidades: sentir prazer, chamar atenção e/ou se enturmar. Essa diversão momentânea pode gerar consequências irreversíveis, principalmente pelo fato de não conseguirmos regenerar neurônios, que são perdidos e danificados durante o uso de drogas lícitas e ilícitas. Independente da motivação e de quão grave é a situação, o usuário precisa ter consciência de onde aquela droga veio e o que ela movimenta. Eu creio que o real entendimento das consequências na sua saúde e na sociedade pode impedir que qualquer um, com o mínimo de amor próprio e empatia, experimente drogas” – Ana Ramalho Rondani – 8º ano B

 

 

“Não percebemos, mas diferentemente do que muitos pensam, somos expostos a drogas diversas vezes ao dia, quando estamos em alguma rede social, ouvindo uma música, vendo algum programa na televisão e aparece uma propaganda, de cerveja ou alguma outra bebida alcoólica. O consumo destas pode trazer graves problemas à saúde e comprometer o futuro de quem usa. Os jovens que mais acessam a mídia têm maiores chances de consumir, tendo a possibilidade de levar ao vício, ou até mesmo podendo ficar embriagados. Infelizmente o número de submetidos a isso é significantemente grande. A família, responsáveis devem prestar atenção nos jovens que são os principais alvos dessa publicidade.

Podemos concluir que, para que possamos proteger o acesso e o vício nas drogas dos jovens, os familiares e responsáveis por eles devem conversar abertamente sobre o assunto, orientá-los, conhecer os colegas, arranjar distrações fora da mídia e da televisão, passar mais tempo juntos, ter uma relação mais amigável, onde tenha confiança. Entretanto, não só os responsáveis e familiares precisam ajudar, nós jovens podemos nos apoiar em situações difíceis, tentar resolver de maneiras diferentes, não permitirmos fazer isso um com o outro, assim salvaremos não só o futuro de muitos jovens, mas sim da sociedade” – Bruna Soares Mori –  8º ano A

“Como uma adolescente de treze anos, posso afirmar que é nessa fase que ficamos cada vez mais curiosos, querendo viver e experimentar coisas novas, e entre essas coisas estão, infelizmente, as drogas. Não posso negar que já ouvi gente, às vezes até da minha idade, dizendo que um dia querem experimentar drogas ou beber até ‘esquecerem o próprio nome’, e conversando com alguns primos e amigos fiquei sabendo de várias pessoas da minha idade que já beberam ou até fumaram. Com esses fatores sempre presentes, acho que a vontade de experimentar fica cada vez maior em jovens, e se falar que nunca se passou aquela pergunta do ‘como deve ser a sensação?’ em minha cabeça, minto. A sensação é um ponto que mais aflora a vontade do experimentar, visto que sempre é posto que as consumindo você fica leve, esquece os problemas, fica feliz etc. E assim você acha que um jovem que lida com vários problemas não vai querer saber ainda mais como é usar.

Então acredito que para tentar evitar que adolescentes e jovens experimentem ou se viciem em drogas, devemos conscientizá-los sobre as consequências dessas ações e informá-los sobre o que for preciso para tentar preveni-los e os induzirem para a escolha certa na hora que precisarem, já que penso que pelo menos uma vez na vida eles vão ter acesso ou por amigos ou em festas etc. Além de que vão ser desafiados a ingerir a droga, já que muitas vezes uma pessoa que não quer usá-las é vista como medrosa ou careta pelo grupo de amigos. Para evitar escolhas erradas acho que pais, professores e responsáveis devem abrir mais espaço para conversas sobre esse tema, visto que para muitas pessoas ainda é um assunto ‘feio’” – Catarina Rie Ishizaka – 8º ano B

“Embora muitos jovens tenham consciência do que as drogas podem causar no organismo, a falta de amor, de estrutura familiar, de informação, enfim, a situação em que sua vida se encontra acaba levando-os a ingeri-las, então esteja sempre presente na vida de quem precisa, isso fará uma enorme diferença, mesmo que não pareça” – Matheus Costa Xavier – 8º ano A

“Podemos impedir um jovem de experimentar usando o meio da INFORMAÇÃO que irá informar o jovem de como funcionam a droga no nosso corpo para poder mostrar que apenas experimentar uma droga ilícita pode acabar de vez com sua vida e talvez você nunca mais consiga se recuperar e voltar para quem você era antes e outro meio de impedir seria a próprio governo criar instituições mais preparadas para a educação sobre drogas e criar força tarefas mais especializadas nos tratamentos de jovens” – Lucca Coelho Menezes Del Santo Lopes – 8º ano C

“Um dos maiores problemas enfrentados pela sociedade é a utilização das drogas na adolescência. Um problema de difícil solução e com diversas causas e consequências. O caminho das drogas é muito fácil de entrar e muito difícil sair.

O adolescente entra no mundo das drogas por diversos motivos, como por exemplo, questões de autoestima, familiares, por ‘fama’, questões financeiras ou até mesmo psicológicas. Normalmente ele vê nas drogas um refúgio, uma fuga dos problemas do mundo real, problemas familiares, escolares, com os amigos, entre outros” – Sara B. Reis Ortega – 8º D

“Concluindo esse artigo acho que a solução para acabar com esse uso dos jovens durante suas juventudes é tentar combater o tráfico em comunidades onde a maior parte das vezes é o ponto de fabricação, tentar fechar galpões onde são produzidas essas drogas, ter um maior controle do mercado negro onde são negociados esses produtos e escolas passarem trabalhos, tarefas e conseguir mostrar para os jovens que o mundo das drogas é o pior caminho” – Álvaro N. S. Tebaldi – 8º ano D

“É uma coisa relacionada a um centro de recompensa, o prazer imediato, e só há uma maneira de escapar desse processo autodestrutivo. ‘É um retrato bruto e honesto de dependência, ansiedade e das dificuldades de navegar na vida hoje’, como disse a própria Zendaya. Descobrir uma maneira de gostar de si mesmo, descobrir algo que ajude em sua autoestima, procurar ajuda, se apoiar em alguém que te ame e que possa entender os seus sentimentos, se você apenas estiver aberta para falar sobre.

Não é algo que se pode proteger, e sim se manifestar a respeito, a droga vai estar em todos os lugares, basta você estar aberta para falar dos seus problemas com alguém, para evitar o seu interesse ao acesso dessas substâncias” – Luiza Sisinno Simal – 8º ano F

 

 

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