Observação e imaginação presentes e sem fronteiras

Observação e imaginação presentes e sem fronteiras

COLÉGIO SANTA MARIA

25 de março de 2021 | 07h00

Autoria – Luciane Chiochetti, Rosana Daher e Veronice Leal

“Esta manhã eu vi a paisagem da minha janela um longo tempo antes do amanhecer, com nada, exceto a estrela da manhã, que pareceria muito grande”, escreveu Van Gogh a seu irmão Theo. Essa afirmação do artista e a observação da sua tela “A noite estrelada” serviram de inspiração para que os alunos do 5º ano do Colégio Santa Maria adentrassem o estudo sobre “como surgiu o universo”.

Desde os tempos primórdios, a humanidade procura responder às questões como “O que há no céu?”, “Como surgiu o universo?”. Nas aulas de Ciências da Natureza, nossos alunos demonstraram enorme interesse por esse tema e, assim, o processo de aprendizagem flui, e se estende para fora da escola. É o conhecimento significativo e motivador que aguça e nos faz mergulhar mais fundo.

Era nítida tal extensão, quando os estudantes trouxeram ou enviaram pelos canais de comunicação digital informações complementares, apresentaram seus objetos científicos (lunetas, telescópio) nas aulas remotas e vinham com contribuições e novas questões para o grupo. Luíza Alencar Galvão, 10, empolgada, comentou: “Amo a aula de Ciências da Natureza e, principalmente, quando o assunto é o universo”.

Ao se depararem com os temas científicos, os alunos do 5º ano levantam hipóteses, que no decorrer das aulas de Ciências são confirmadas ou rejeitadas. Enche o coração de alegria observar a postura desses estudantes, que há algum tempo estavam sedentos por pesquisar, comentar, registrar e trocar conhecimentos.

Dessa forma, o objeto de conhecimento (universo; constelações e estrelas; equipamentos e descobertas) adquire uma “roupagem” que facilita o desenvolvimento das habilidades esperadas para esta área. Isto quer dizer que identificar constelações e estrelas é bem mais prazeroso, autônomo e participativo quando finalizamos com a construção de lunetas, por exemplo.

Entre coleta de dados, discussões coletivas, esquemas registrados, houve o momento de produzir lunetas simples, assim como fez Galileu, e para isso os estudantes do 5º ano estavam animados e empolgados para “procurar constelações e estrelas” no céu. Folhas coloridas, modelos diferentes de constelações e muita criatividade completaram o nosso estudo. Segundo Pietra Jorge, 10, “Construir o telescópio faz com que você se sinta pertinho das constelações o tempo todo.”

A exploração do Stellarium realizada com os notebooks individuais tornou a proposta mais atual, uma vez que os alunos viam um céu realista em três dimensões, como se estivessem dentro do planetário. “Produzimos o nosso próprio telescópio e agora podemos fazer, a partir desse, outros e cada vez melhores. Além disso, tem tudo a ver com a nossa aula”, diz, com brilho no olhar, Maria Letícia Kina, 10.

Enfim, a sala de aula e o “universo digital” se mesclam, “hibridizam” constantemente. Os alunos demonstraram, através do brilho no olhar, da empolgação e da curiosidade, o quanto se sentiram motivados, não apenas em adquirir informações, porém, principalmente, em compreender o tema em estudo e participar da interação e colaboração com o outro.

O distanciamento não impediu que a aprendizagem estivesse bem próxima e os alunos, confiantes com uma bagagem repleta de felicidade, porque novamente viam-se na situação escolar desejada de vivências e descobertas, além do planeta Terra, sem preocupação com protocolos, afinal, os alunos migraram virtualmente para o universo.

 

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.