O que é um lenço? Emocionar e imaginar para aprender!

O que é um lenço? Emocionar e imaginar para aprender!

Colégio Santa Maria

01 de julho de 2020 | 09h00

Autoria:  Gabriela Kraft

O tempo da criança difere muito do tempo do adulto. Enquanto o do adulto é “cronometrado”, o da criança é poético. Poético no sentido de “mergulhar” em suas fantasias sem ‘tempo’ para acabar… E como isso é bom!

Cada situação ou objeto pode ganhar uma transformação no imaginário infantil e em sua ‘poesia’; é algo que move a emoção e, consequentemente, a aprendizagem. Não existe aprendizagem sem emoção!

Somos seres dotados de emoções, sentimentos, pensamentos e experiências e, dessa forma, levamos essa ‘bagagem’ em todo e qualquer conhecimento e aprendizagem que agregamos.

Nessa situação que estamos vivendo, temos proporcionado para nossas crianças da Educação Infantil do Santa Maria momentos intencionalmente pensados para emocionar.

Em nossa plataforma de ensino remoto, trouxemos o livro “O Lenço”, de Patrícia Auerbach (editora Brinque-Book), para compartilhar com as crianças. Por meio de imagens, conta a história uma menina que encontra um lenço na gaveta da mãe e com ele, mil possibilidades: o lenço se transforma numa vela, num manto, num vestido e no que mais a imaginação mandar, mostrando que todo objeto cotidiano tem seu lado lúdico.

Para a criança, isso é nato, os objetos se transformam a seu desejo, são significados e ressignificados a cada instante e um lenço, pode sim, se transformar num bebê! Dessa forma leve e significativa, as crianças criam, recriam, imaginam, transformam, ‘mergulham’ num mundo que é só delas.

Nós, professoras, enviamos um vídeo com uma dramatização de partes da história para as crianças assistirem e nos verem, mesmo que pelo vídeo, mas mostrando o carinho e afeto de chegarmos às suas casas especialmente para elas. Em seguida, continuaram a história da forma que inventassem e criassem.

Isso foi retomado no nosso encontro virtual, onde vivenciamos os ‘brinquedos’ e situações que o livro nos trouxe. Em seguida, outros brinquedos foram criados, aumentando o repertório e participação das crianças, envolvidas pelo tecido lúdico e pelo mundo permitido da imaginação.

“Gabi, eu me escondi!” – Melissa, 5

“Eu sou a Chapeuzinho Vermelho” – Isabella, 5

“Eu vou fazer uma capa!” – Eduardo, 5

“E eu uma bola. Olha, vou jogar para cima!” – Joaquim, 5

 

Cada vez que uma criança inventava algo, todas tentavam fazer o mesmo, trazendo junto a dimensão de equipe, de grupo, aquele que vive e convive junto e desfruta de um momento único e especial no meio de todo o distanciamento social, permitindo o encontro, o afeto, o envolvimento e a emoção pelo simples fato de estar junto.

Albert Einstein já dizia que a criatividade é a inteligência se divertindo!

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