O jogo como facilitador da aprendizagem

O jogo como facilitador da aprendizagem

COLÉGIO SANTA MARIA

26 Abril 2018 | 07h30

Autoria: Arthur Consiglio Campelo e Vanini Andolfato Mesquita

 

No contexto de ensino e aprendizagem, o objetivo da equipe de professores do 5º ano do Santa Maria no trabalho com jogos atenta para valorizar o papel pedagógico, ou seja, o desencadeamento de um trabalho de exploração e/ou aplicação de conceitos matemáticos. Além disso, a elaboração de estratégias de resolução de problemas pelos alunos, com a mediação do professor, merece ser considerada. É necessário que o professor questione o aluno sobre suas jogadas e estratégias para que o jogar se torne um ambiente de aprendizagem e criação conceitual.

Para que o jogo possa atingir toda a sua plenitude e realmente ser útil no processo educacional, no momento do planejamento são levantados três aspectos determinantes:

Ser interessante e desafiador – Os alunos, quando interessados, criam novas maneiras de jogar e refazem ações, inventam maneiras mais difíceis de jogar, enfim movimentam-se física e intelectualmente, a fim de interagir no jogo.

Permitir que o aluno avalie seu desempenho – Quando o aluno tenta obter um resultado, está interessado no sucesso de sua ação. Neste caso, é necessário que o resultado seja claro, permitindo ao aluno avaliar seu processo e perceber suas conquistas e também, sem dúvida, onde errou.

Favorecer a participação ativa de todos os jogadores durante o jogo – O professor deve estar atento à reação e a participação contínua e a capacidade de envolvimento dos alunos, para isso os docentes do 5º ano introduziram a pauta de observação como instrumento avaliativo do processo.

Além do aspecto cognitivo, os jogos nas aulas de Matemática proporcionam oportunidades adequadas para o desenvolvimento humano na interação social, na expressão afetiva, na evolução da linguagem, na experimentação de possibilidades motoras, apropriação de regras sociais e imersão no universo cultural.

Assim como nas aulas de Matemática, os alunos do 5º ano vivenciaram no componente de Educação Física a oportunidade de criar jogos.  Os estudantes elaboraram um jogo de própria autoria. Reuniram-se em grupos e iniciaram o trabalho de pensar sobre como estruturá-los com objetivos e regras, considerando as habilidades propostas pelo professor e levando em consideração os três itens: ser interessante e desafiador; permitir a avaliação do aluno e favorecer a participação ativa de todos os jogadores durante o jogo.

Com o passar das aulas os estudantes se interessavam mais pela criação do próprio jogo, mostrando envolvimento e responsabilidade para o dia da apresentação aos amigos e professor.

Acreditamos que os jogos pedagógicos propostos nos diferentes componentes também levam ao desenvolvimento da linguagem, porque em muitos momentos os alunos são instigados a posicionar-se criticamente frente as situações de aprendizagem. Essa linguagem do pensamento auxilia a metacognição tanto em seu componente reflexivo quanto em seus aspectos de planejamento. Quando o aluno “pensa” o seu pensamento, não estão apenas revisando o que fizeram, mas estão revisando os processos que usaram e os que não usaram.

 

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