O jeito de ser Santa…Maria

COLÉGIO SANTA MARIA

24 Abril 2018 | 09h21

Autoria: Carolina Ferrucci Monção e Rosângela Reis

Em 1947, chegavam ao Brasil as irmãs Charlita, Olivette, Caecilius e Armella, pertencentes à Congregação das Irmãs da Santa Cruz. Após algumas tentativas de trabalhos, decidiram fundar uma escola para moças, conhecida como escola de “Fino trato”. A ideia era oferecer cursos complementares de preparação de jovens senhoritas para o casamento. Após o término do ginásio, assistiam às aulas sobre etiquetas e prendas domésticas.

De lá para cá, muitas foram as transformações. Mas, a missão do Colégio de “fazer uma educação integrada, pautada nas vivências pessoais e coletivas que promovam uma ação concreta e responsável” foi o alicerce da proposta pedagógica da instituição em seus 70 anos de história.

É responsabilidade da escola mediar o conhecimento prévio dos alunos e associá-los ao chamado conhecimento acadêmico. No entanto, na contemporaneidade, além dos conhecimentos formais, há a necessidade de formar cidadãos. A construção da cidadania acontece no cotidiano escolar, na experiência diária entre educandos e educadores, como bem elucida a professora de Inglês da Educação de Jovens e Adultos, Débora Palmieri: “Ser professor do Santa Maria é tornar-se mais forte e capaz de enfrentar os obstáculos diários, e aprender, diariamente, com nossos alunos.”.

No processo de construção da cidadania, o Santa Maria preocupa-se em formar cidadãos atuantes, que ajam e não apenas construam conhecimento teórico. Além disso, há uma preocupação com a formação moral e ética, conforme demonstram os projetos realizados ao longo dos 70 anos de história da instituição.

Projetos como “Santa Coleta” – no qual foram construídas cisternas e aquecedores solares; “Amigos da Solidariedade” –  arrecadação de fundos para os moradores de Paraisópolis após incêndio; “Arte é saúde” – contação de histórias para crianças em hospital e “Natal Feliz” – Arrecadação de fundos para preparar a ceia de Natal para crianças de um orfanato, são exemplos de algumas ações promovidas pelo Colégio e vivenciadas por educandos e educadores.

De acordo com Margarete Amaral, aluna do 2º ano do ensino médio da EJA, “O Colégio oferece um ensino diferenciado, em que há a valorização do aluno. Quando concluímos o curso, nos sentimos parte da sociedade, aprendemos a ter um olhar mais humanizado”.

Diante desse cenário, o educador do Santa Maria sente-se desafiado a construir com seus educandos conhecimentos em todas as áreas e níveis do convívio social, bem como fortalecer a solidariedade humana e a tolerância recíproca.

Além de ter o conhecimento específico e atuar com práticas inovadoras, o educador do Santa Maria deve aprimorar o estudante como ser integral e contribuir para as conquistas acadêmicas e profissionais. Dessa forma, o educador é desafiado a renovar seus ideais escolares, constantemente.

Para a professora Maria Helena Augusto, “ser educador no Colégio Santa Maria é aprender, todos os dias, a dar valor à vida, é receber o carinho e gratidão dos educandos a cada final de período, é praticar o que nos ensina a teoria, de um jeito único, tão característico do Santa: com amor e com fé no que se professa”.

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