O diário de Anne Frank

O diário de Anne Frank

Colégio Santa Maria

20 Julho 2015 | 07h00

Texto atemporal da obra permite a reflexão sobre relacionamentos e conflitos aos adolescentes do 8º ano

A obra “O diário de Anne Frank” foi adotada como leitura do bimestre para 8º ano do Fundamental II, devido, principalmente, ao seu caráter atemporal. “Desde a sua publicação, 1947, até os dias de hoje, percebemos que os relatos de intolerância da época, em todos os seus prolongamentos, continuam acontecendo, apesar de tantas mortes”, explica a professora de Língua Portuguesa, Ariete Fernandes. O caráter atemporal dos relatos de Anne em seu diário permeia o relacionamento com pai, mãe, irmã, amigos etc, os bombardeiros e as perseguições e a Alemanha de seu Führer Adolf Hitler e as reflexões comuns de uma adolescente em conflito consigo mesma, ou seja, um roteiro muito interessante para os adolescentes, além, é claro, do fato de ser um diário.

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Para o leitor, a maior importância dessa leitura é a sensibilização e posterior conscientização de um holocausto que não pode se repetir. A nossa intenção, como educadores, é fazer esse jovem sensibilizar-se com a história de Anne Frank e as consequências que a intolerância causa na humanidade. A sugestão de atividade interdisciplinar (com as disciplinas História e Geografia) foi a elaboração de um diário virtual. No primeiro passo, os alunos escolhem um tipo de conflito atual, como a intolerância racial, muito comum nos dias de hoje em todos os países, principalmente no Brasil. O segundo passo foi a sensibilização e a escrita de um relato como um(a) adolescente vivendo esse conflito (assim como Anne Frank). “Neste momento, os alunos criam uma identidade para esse adolescente a ponto de parecer real e pesquisam muito sobre os dados históricos desse conflito”, lembra o professor de Língua Portuguesa, Tiago de Sousa. O próximo passo foi selecionar as imagens para ilustrar a narração desse diário.

O resultado foi o conhecimento de várias histórias de adolescentes que sofreram e ainda sofrem com o medo e a segregação e que, mesmo assim, não perderam a esperança de participar na construção de um mundo melhor no qual, reconheçam no outro, no diferente, outro ser humano igual a eles.

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