Minha cidade tem história

Minha cidade tem história

COLÉGIO SANTA MARIA

19 de outubro de 2020 | 07h30

Autoria – Fabíola Iszlaji de Albuquerque e Adriana Pistori

Você consegue imaginar como era a cidade de São Paulo no século XVIII? Sabe como viviam os habitantes da maior cidade do país e uma das maiores do mundo nesse período? Pois é, esse foi o desafio dado às alunas e alunos do 8º ano do Colégio Santa Maria.

A proposta visou oferecer uma oportunidade para que, como pesquisadores, os estudantes pudessem se vincular à história da cidade e articulá-la com a história do Brasil no período. Ainda colônia, o Brasil vivia o século do ouro. A região mineradora era vizinha da cidade e as duas histórias se entrelaçam, já que foram os bandeirantes paulistas os descobridores do ouro no final do século XVII.

Por meio de fontes históricas primárias e secundárias, a história da cidade no século XVIII foi recuperada, além do patrimônio histórico cultural que sobrevive até os dias de hoje. Como resultado da pesquisa, os estudantes produziram vídeos nos contando essa história e como há vestígios ainda presentes na cidade. Aldeias indígenas, bairros, nomes de ruas e avenidas, monumentos e muitos outros elementos que nos ligam a um passado de mais de 300 anos.

Para conhecer ainda melhor as cidades históricas mineiras no século XVIII e como São Paulo se distinguia – e muito – da região mineradora, foram feitas visitas virtuais ao Museu do Diamante em Diamantina e ao Museu da Inconfidência em Ouro Preto no atual estado de Minas Gerais. Já quando falamos de Arte em Minas Gerais, logo pensamos em Antônio Francisco Lisboa, que todos conhecemos por Aleijadinho. Os museus também contam com obras do famoso artista.

O grande Mestre esteve rodeado pela arte desde a infância, devido ao trabalho de seu pai até os últimos dias de sua vida. Nunca deixou de expressar suas ideias e sentimentos através de seus trabalhos; mesmo imbuído de dor e de dificuldades. Sua genialidade é estampada nas Igrejas, levantadas na época do Ciclo do Ouro e sua obra apreciada até hoje. Seu trabalho é característico de um Barroco tipicamente regional, com toques de Rococó, o que resultaram numa surpreendente coleção sacra.

Como proposta interdisciplinar entre Artes e História, foram realizadas uma série de ações em torno do artista Aleijadinho, como apreciação de um filme sobre sua vida e obra, contextualizado ao momento histórico e social vivido pelo artista, apreciação de obras, discussão das características dessas obras e criação de um trabalho, associando as esculturas dos “Profetas de Aleijadinho” com a história do próprio profeta. Essas produções poderiam ser feitas das mais diferentes técnicas: composição digital, escultura, vídeo, foto, desenho, pintura, jogos entre outras.

E que tal conhecer a história da nossa cidade no século XVIII? Clique nos links abaixo e conheça o que nossos investigadores descobriram!

https://youtu.be/oyZzy3FGlc0

https://youtu.be/0LWjwNXP9xY

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