Micro:Bit e o pensamento algébrico

Micro:Bit e o pensamento algébrico

COLÉGIO SANTA MARIA

26 de setembro de 2019 | 07h30

Autoria: Renata Ferrari e Denise Guain Teixeira

Assim ou assim? Qual é o melhor caminho para mim?

E quando você se depara com um recurso tecnológico enorme em possibilidades e minúsculo em dimensão?

E quando você percebe que a “novidade” já foi apresentada em sua lógica de outra forma e agora o desafio habitará outro patamar de acesso?

Como “traduzir” um algoritmo em movimento, usando blocos de comando, símbolos, variáveis e regularidades?

 

“Nós só podemos ver um pouco do futuro, mas o suficiente para perceber que há muito a fazer” (Alan Turing, matemático e cientista da computação)

 

O pensamento computacional explicará tim-tim por tim-tim!

A ampliação de recursos, tendo em vista a funcionalidade, faz do MICRO:BIT – e toda a sua versatilidade para estruturar o pensamento algébrico – uma ferramenta e tanto para o desenvolvimento e aplicação de um dos eixos estruturantes da Matemática, firmado pela Base Nacional Comum Curricular.

Os alunos do 4º ano do Santa Maria vivem um projeto de engenharia tecnológica que movimenta os seus saberes anteriores, conectados ao SCRATCH! No momento, a série se encontra numa etapa de trabalho em que a linguagem do recurso é familiar, porém as suas possibilidades de uso precisam ser descobertas.

É nesta etapa que o pensamento algébrico entra em cena com todo seu poder de visibilidade do conhecimento, pois a análise de variáveis tem como meta oferecer um produto com benefícios concretos para os indivíduos da sociedade. Está aí o grande X da questão!

É o Pensamento Computacional e a Matemática atuando em conjunto para transpor a comunicação simbólica na compreensão de dados legitimados, ou seja, é preciso que o estudante atue em diferentes habilidades, cada qual com sua extensão de complexidade, para tornar concreto o resultado que se deseja.

As etapas de trabalho que formam o projeto oferecido pelo NETi, em parceria com as professoras polivalentes, permeiam espaços correlacionados à Linguagem e à Matemática, pois os alunos são “provocados” a classificar dados de um problema real, elencar direcionamentos claros para a resolução do problema, tornando o núcleo da questão pequenas células de desafios em que a recorrência de padrão é a sua razão de existir.

Os alunos já compreenderam que algoritmo não é um cálculo “em pé”… É muita coisa além disso, uma narrativa minuciosa de ações para resolver um problema, em que o pensamento se monta e desmonta para encontrar a solução, seja ela de quantas maneiras forem possíveis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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