Metodologias ativas no ensino dos números negativos

Metodologias ativas no ensino dos números negativos

COLÉGIO SANTA MARIA

09 de março de 2020 | 07h30

Autoria: Ana Cláudia Lasinskas

Logo no início do ano letivo, os alunos do 7º ano do Santa Maria deparam-se com a ampliação do conjunto numérico a que estavam acostumados. A partir de uma situação contextualizada (como a representação do pagamento de uma dívida superior a um crédito), eles resgatam os seus conhecimentos prévios e reconhecem a existência dos números negativos.

Apesar de identificarem a presença de tais números na vida cotidiana  (extratos bancários, temperatura mínima de conservação indicada em embalagens, painéis de elevadores, entre outros), a compreensão das operações com este tipo de número, bem como a comparação dos mesmos, costumam gerar inicialmente certa dificuldade e confusão. Portanto, se faz necessário o uso de estratégias que minimizem este problema e que auxiliem a compreensão deste novo conceito.

A proposta de trabalho teve início com o conhecimento matemático a partir de sua formação histórica, uma vez que a história dos números faz parte do desenvolvimento da humanidade. Em seguida, em duplas, os alunos realizaram um jogo de percurso em que os marcadores utilizados para representar cada jogador movimentavam-se de acordo com os números indicados em dois dados: o primeiro apresentava o número de casas que deveriam ser percorridas no sentido da chegada (números positivos) e o segundo, no sentido da saída (números negativos). A partir dos registros e da observação referente à movimentação dos marcadores, intuitivamente, os alunos perceberam a ideia do deslocamento em sentidos opostos e do conceito de adição algébrica.

Por meio de uma estratégia lúdica, eles construíram as retas numéricas e compreenderam o conceito de adição de inteiros com sinais iguais e sinais diferentes e puderam escrever as “regras” que observaram nas diferentes situações de adição.

Para ajudá-los a fazer seus primeiros cálculos envolvendo números inteiros, foi utilizada uma régua de cálculo construída por eles mesmos. Feita de cartolina, a peça é formada por duas retas numéricas que vão de -10 a 10, em retângulos que se encaixam e permitem que as retas se movimentem e determinem o resultado de operações de adição e subtração.

Foi muito gratificante notar a admiração e o espanto dos alunos ao se depararem com um instrumento tão simples e feito por eles que determinava corretamente os resultados. Eles adoraram. “Não acredito, funciona mesmo! Dá para comprar uma dessas? Muito legal essa régua!”,  diziam uns para os outros.

As situações problematizadoras envolvendo variações de temperatura, saldo bancário e linha do tempo foram apresentadas e os alunos compreenderam com muita facilidade a ideia da adição algébrica após usar a régua de cálculo (posteriormente abandonada por eles, uma vez que já haviam compreendido a ideia trabalhada). Isso comprova a necessidade de utilizarmos metodologias diferenciadas e concretas para que os alunos se apropriem dos conceitos apresentados.

 

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