Mês da luta das mulheres

Mês da luta das mulheres

COLÉGIO SANTA MARIA

28 de março de 2019 | 07h30

Autoria: Maíra do Nascimento

“Não me deseje feliz dia, levante-se e lute comigo” foi uma frase amplamente compartilhada no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. E o que ela nos revela? Segundo os alunos do 3º ano do Fundamental do Santa Maria, nos faz pensar que não basta comemorar o Dia da Mulher com flores e bombons, o diálogo deve ser muito mais amplo, uma luta diária. Uma breve pesquisa nos revela que a cada 15 segundos, o tempo de ler este parágrafo, uma mulher sofre algum tipo de violência no Brasil.

Dessa forma, o 3º ano escolheu celebrar não somente um dia, mas fazer um mês inteiro de reflexão: o Mês da Luta das Mulheres.

Para as crianças, temos que lutar por igualdade, direitos, fim da violência, equiparação salarial e reconhecimento das mulheres. E essa batalha é de todos, meninos e meninos, jovens e adultos.

Iniciaram as conversas sobre o tema com a leitura do livro “Histórias De Ninar Para Garotas Rebeldes” e descobriram que muitas mulheres não foram reconhecidas ao longo da história por suas descobertas e invenções. Algumas tiveram seus feitos atribuídos aos maridos e só depois de muito tempo tiveram seu trabalho valorizado. Em outros casos, como da Malala, o fato de ser menina fez com que ela tivesse que lutar pelo direito ao estudo.

Em uma parceria silenciosa, os alunos observaram a exposição do 4º ano sobre as mulheres que lutaram para que as políticas públicas fossem criadas de forma a proporcionar igualdade e proteção às mulheres. Nos grupos cooperativos compartillharam suas leituras e preocupações. Aprenderam com suas leituras que a luta das mulheres é muito antiga. Desde o direito ao voto, até a insistente luta para criação de uma lei que protegesse as mulheres da violência, como fez Maria da Penha.

“Não pode mais acontecer agressão contra as mulheres, nós temos que acabar com isso”, disse um dos alunos após as discussões.

Números, dados e estatísticas fizeram parte das aulas. Uma reportagem sobre os salários no futebol feminino foi alvo dos estudos: “As meninas que jogam futebol precisam de um salário para poderem se dedicar. Não é justo os homens ganharem tanto e as meninas só receberem bolsa”, reforçou Luísa após a leitura da notícia. “As meninas precisam ter as mesmas condições que os meninos para praticar esse esporte”, complementou Gabriela.

Muito foi conquistado, mas há ainda um longo caminho a trilhar. Nas últimas eleições, por exemplo, a bancada feminina na Câmara dos Deputados cresceu de 10% para 15%, mas num país onde a maioria da população é de mulheres, esse número é muito baixo. “As pessoas precisam eleger mais meninas para que elas possam fazer leis que ajudem as mulheres com igualdade e respeito”, ressaltou João.

As discussões continuarão até o final do mês, mas a luta pelos direitos das mulheres só acabará quando tivermos uma sociedade mais justa e igualitária.