Ler ou não ler, eis a questão

Ler ou não ler, eis a questão

Colégio Santa Maria

09 Outubro 2018 | 07h30

Autoria: Marli Stornioli Aoyagui

Quem já não presenciou uma criança que, mesmo não sabendo ler, diz estar lendo? Ao ganhar ou pegar algum livro, em inglês ou português, com o dedinho, é capaz de reconhecer algumas palavras escritas ou mesmo inferir nas palavras, seja pelos auxílios visuais, por já ter ouvido a história ou outro recurso qualquer. Muito feliz, a criança diz que está lendo.

Há muitas teorias sobre a importância da leitura, mas nada supera a emoção e o orgulho que a criança sente quando falamos para ela: “Você já sabe ler!”. Muitas vezes ela ainda não está na fase de alfabetização, mas o contato com a palavra escrita ou o incentivo que damos à leitura, com certeza, trará um benefício enorme quando o processo de leitura ocorrer de fato.

Se isso tudo é importante no português, tão importante é no processo de leitura da língua inglesa. Baseada nesse e em outros princípios, sempre proporciono aos meus alunos esse “encontro” leitor e leitura, que irá gerar posteriormente a escrita.

Em se tratando de língua inglesa utilizo várias estratégias que capacitam o aluno a descobrir e vivenciar esse momento tão importante, que ocorre justamente no 1º ano.

Obviamente há abordagens variadas para a iniciação do processo de leitura. No caso da língua inglesa, quero destacar a importância dos fonemas, que  para muitos parece algo irrelevante, mas será uma peça chave para muitos na capacitação da leitura e fluência na língua. Prova disso é o quanto o ensino dos fonemas tem sido enfatizado nos livros mais atuais sobre ensino do inglês.

No tocante ao meu trabalho, nos cursos extracurriculares do Santa Maria, o que me motiva a abordar a leitura para essa faixa etária são vários fatores, entre os quais destaco: se crianças de outros países são expostas a esse tipo de atividade, já que os livros propõem cada vez mais, por que as crianças brasileiras não podem ler em inglês?

Certamente o problema não está nelas. A criança brasileira tem a mesma capacidade que qualquer criança no mundo, eu diria até que, devido à versatilidade e criatividade do povo brasileiro, ela se destaca, pois essas são características nossas, tão elogiadas por estrangeiros.

Através deste contato com o inglês, se expande a aprendizagem que ocorre simultaneamente com a aquisição da leitura em português e possibilita às crianças experimentações e descobertas, assim como a ampliação das informações, principalmente quando descobre que a palavra escrita não traz em si características do objeto a que se refere.

Ensinar algo desafiador para um aluno é como bater um prego em uma madeira: o prego pode entortar, mas o segredo não está no prego, mas sim na forma como batemos nele.

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