Quando a integração de diferentes linguagens toca e é tocada pelo desejo no ensinar e no aprender

Quando a integração de diferentes linguagens toca e é tocada pelo desejo no ensinar e no aprender

Colégio Santa Maria

16 de julho de 2020 | 07h00

Autoria – Jose Ricardo Rik do Val

No universo das atividades escolares, temos presenciado uma interconexão crescente entre as intencionalidades dos componentes curriculares e, por assim dizer, entre as áreas de conhecimento, dentro de nosso projeto educacional.

Rompendo com o ensino engessado da simples transmissão de repertório e conteúdos, o 3º ano do Santa Maria tem apontado para um currículo entrelaçado, que dialoga habilidades e competências, para afirmar propostas carregadas de significado e valores. Agrega, com isso, a busca pelo desejo permanente de alunos e alunas na relação com o saber escolar.

“Trocando em miúdos”, podemos observar que os componentes da área de Linguagens e suas Tecnologias vêm assumindo um protagonismo e um papel de destaque na elaboração do currículo. Tais saberes vêm se mostrando imprescindíveis na formação pessoal e cidadã das crianças e dos jovens, haja vista que as habilidades motoras, musicais, expressivas, além de serem muito bem aceitas pela maioria das crianças, passaram nos últimos anos da condição de elementos sofisticados para objetivos essenciais à formação básica de qualidade, trazendo as competências relacionais, comunicativas, afetivas e emocionais para o dia a dia do fazer escolar.

Desse modo, os projetos interdisciplinares são meios necessários e oportunos para que uma parte especializada do currículo (componentes de linguagens) seja catalisadora de um projeto maior, com mais sentido e mais motivação, sem perder, contudo, sua sofisticação própria. Exemplo esse claramente visto na Festa Junina.

Neste ano, tivemos a oportunidade de realizar um trabalho remoto de ambientação, de construção de imaginário que começou com o conhecimento de manifestações culturais da música (tocar ao vivo, cantar Festa do Interior e Asa Branca), da dança (coreografar e reproduzir gestos da Quadrilha Junina), das tradições, das expressões orais e artísticas (cenografia, confecção de artigos para ambientar a casa das famílias dos alunos), perpassando diferentes linguagens, tendo sido explorado com jogos e desafios tanto lógicos como lúdicos com as professoras, para que, ao bem da verdade, trouxéssemos uma porção de “viver” nesse momento. Aqui o “festejar” é entendido como uma habilidade que carrega um acervo de experiências essenciais, como tocar, se aproximar, escutar, olhar o outro, se expressar com o outro, sentir cheiros, provar paladares típicos. Valorizar o “celebrar” é ressaltar a importância do outro para nossa vida, da presença real e da sensibilidade.

Assim, cremos que alunos e alunas possam se reconhecer felizes e motivados na medida em que se reconhecem dentro de um projeto vivo e com a presença do desejo em suas escolhas.

 

 

 

 

 

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