Infância e Humanidade: Inserção Social na Educação infantil

Infância e Humanidade: Inserção Social na Educação infantil

COLÉGIO SANTA MARIA

17 Agosto 2016 | 09h27

Autoria: Karine Ramos e Orgides Neta

Todos os anos, a Educação infantil do Santa Maria realiza atividades de integração com crianças de diferentes realidades sociais. Neste ano, o Projeto de Inserção Social tem como objetivo oportunizar contextos e vivências que remetam as crianças a situações de partilha, atitudes de compromisso e reflexão sobre uma realidade diferente da que vivem.

Visitar e receber as crianças da Creche Cantinho dos Anjos na nossa escola ampliou as nossas relações, na oportunidade as crianças de 5 anos do Pré brincaram com crianças 2 e 3 anos. Nesta relação sentiram a necessidade de cuidar, proteger, receber e doar para além de objetos, doar sentimentos. Os momentos de partilha e brincadeiras coletivas com as crianças da Creche revelou o quanto as nossas crianças gostam de cuidar, proteger e brincar.

Vivemos um tempo em que todos os dias somos bombardeados com notícias de guerra, dor, sofrimento e violência. Infelizmente estes fatos para muitos se tornaram rotineiros e a indiferença entre a humanidade ganha cada vez mais espaço.

A busca de como construir uma formação diferente, que vá à contramão dessa corrente, é o nosso desafio. Trabalhamos cotidianamente a importância de valores construtivos entre nós. Mas as crianças deram um exemplo de civilização e humanidade.

Ao receber a Creche, as crianças apresentaram orgulhosamente o parque, ajudaram os menores explicando os desafios dos brinquedos, acompanharam os que precisaram utilizar o banheiro, serviram as crianças com carinho na divisão do lanche e fizeram questão que provassem o que trouxeram de casa.

Foi um dia muito especial para toda a equipe da Educação Infantil. Observar esses momentos nos faz refletir sobre a humanidade. As crianças são puras, observam o que ensinamos para elas e se doam, partilham e nos enchem de esperança.

Todas se trataram como iguais, sem rótulos, preconceitos de cor, religião, etnia, condição social ou gênero, eram todas livres de estigmas. Eram em sua essência crianças, felizes e brincando. Naquele momento sentimos gratidão por perceber que é possível, sim, pensar em um mundo diferente. Nós professores e adultos pensamos que ensinamos as crianças, mas muito temos que aprender com elas…

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