Histórias que se mexem

Colégio Santa Maria

21 Setembro 2016 | 10h16

Autoria: Karina Iarussi Sousa Rodrigues

As crianças do Jardim I do Santa Maria experimentaram as possibilidades do uso da tecnologia em sala de aula. A partir de uma pesquisa sobre os animais que possuem rabos, surgiu a questão: “É possível desenhar os rabos se mexendo?”

Ouvir os alunos é valorizar sua potência e acreditar em seu protagonismo. Nós, professores, somos os guias, temos os fios que constroem e constituem os entrelaçamentos, somos os promotores de conexões. Conexões que transformam as diferentes linguagens das crianças em experiências cotidianas… Relações entre tecnologia, aprendizagem e magia.

Com o apoio e muito diálogo com os educadores do Laboratório de Informática do Colégio, conhecemos a técnica Stop Motion para realizarmos animações com as modelagens feitas pelas crianças.

A partir dessas experiências, criamos uma animação “só nossa” e a chamamos de “rabinhos que se mexem”. Inicialmente as crianças perceberam isso como algo mágico.

“Karina, você fez uma mágica com as nossas massinhas?”

“Você tem uma varinha?”

“Você falou uma palavra mágica e os desenhos se mexeram?”

Logo em seguida, Muriel, educador do laboratório de Informática, revelou:

“Não foi mágica! Foi uso da tecnologia!”

E foi com olhos de encantamento que as crianças assistiram a seus desenhos se mexendo no telão de nossa sala… Encantamento que não podemos deixar de promover, incentivar, escutar e oportunizar para as nossas crianças. E como diz Rubem Alves: “Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados. Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento:…a capacidade de se assombrar diante do banal. Tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, um ninho de guacho, uma concha de caramujo, o voo dos urubus, o zinir das cigarras, o coaxar dos sapos, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra”.