Gestão de conflitos

Gestão de conflitos

COLÉGIO SANTA MARIA

16 Agosto 2016 | 07h30

Autoria: Carlos Eduardo Vieira

Chama a atenção na atualidade o crescente número de conflitos em instituições de ensino, pois a escola recebe várias individualidades no mesmo espaço: pais, familiares, alunos, professores, colaboradores e parceiros. Ao mesmo tempo, há o desejo que tudo ocorra bem, de forma harmônica, só que parece não ocorrer desse modo. Por quê?

Cada individualidade é única. Seja por fatores genéticos, biológicos, culturais, emocionais, sociais ou ambientais, seja pela somatória desses fatores ou pelo desenvolvimento isolado dos mesmos.

Assim, o existir, o viver e o sobreviver estão carregados de individualidade, ou no caso das instituições educacionais, de várias ‘individualidades’. Analisando sobre esse prisma, nota-se a existência de conflitos pessoais e sociais existentes nesse universo. Com o processo de globalização organizacional e de informações oriundas do desenvolvimento tecnológico, muitas empresas (inclusive as instituições de ensino) perceberam a necessidade de proporcionar uma melhor capacitação de seus parceiros e colaboradores.  Para tal, o investimento constante em cursos, jornadas, simpósios e palestras sobre as relações humanas em níveis de boa convivência, onde a saúde física, mental (e até social) de todos, reflete positivamente no desempenho ocupacional.

Porém, se hoje, pela mídia em geral, temos certo acesso às informações relacionadas com os conflitos, por quais causas eles ainda estão tão presentes na vida diária das organizações? Uma resposta simples, contudo complexa, mas não completa, aponta: cada um de nós apresenta conflitos e dilemas de crescimento diferentes, distintos e diversificados de todos os outros parceiros de jornada.

Somos individualidades repletas de características distintas.

Fatores como o instinto de competição, que é intensamente estimulado pelo sistema econômico atual, bem como a raiva, o medo, que estão conosco desde o momento do nascimento, devido à formação genética, neurológica e mental (Freud, Fromm, Jung).  Servem para justificar atos descontrolados em respostas físicas, orais e emocionais, que tantas vezes são e estão desmedidas nas relações humanas e institucionais, as quais ficam carregadas e sobrecarregadas de violências e agressões, contra si e contra os outros, o que é extremamente grave…

Cada vez que agredimos outra pessoa, mesmo por pensamento, agredimos a nós, pois sofremos com a descarga hormonal que causa a raiva, o ataque violento e o estresse além da normalidade. Os níveis de cortisol, adrenalina e noradrenalina são elevados, acarretando prejuízos. Não há ação mental ou física que não tenha uma reação fisiológica do nosso corpo. Por isso com o tempo, estamos nos condenando a diversas patologias, doenças e transtornos que condenam a vida e sua qualidade.

Nos conflitos, sejam de qualquer natureza (físicos, emocionais, sociais), é extremamente imprescindível o estudo constante de si mesmo, ou seja, o autoconhecimento.  A procura incessante de si, por observação nas emoções sentidas, onde o medo, a raiva, a preocupação excessiva, a inveja, o ciúme, o ressentimento, dentre tantos outros, levam a uma análise profunda, que colaborará na diminuição e no controle da nossa dificuldade em entender os conflitos, as angústias residentes em nós.

Relações sociais sempre exigiram, exigem e exigirão esforço contínuo de cada um, tanto na percepção do que ocorre com o que sentimos, bem como na gestão desses sentimentos.

Por exemplo, não basta saber que estamos com raiva, precisamos saber o motivo da raiva, o tamanho da raiva e o que fazer com essa raiva. Será que existe somente uma ou duas maneiras de lidar com isso? Claro que quanto mais soubermos de respostas diversas e possibilidades de atitudes que podemos fazer, menor será o risco de cometermos erros graves e prejudiciais a nós e aos outros.

Se essa gestão pessoal for realmente levada com a seriedade que merece, cada um, e, portanto, a instituição (somatória de individualidades) sentirá os reflexos desse crescimento individual. O trabalho prático e cotidiano é complexo, todavia uma vez dado o primeiro passo, o caminho se torna mais curto e objetivo, de tal modo que o desenvolvimento e o autoconhecimento ocorram naturalmente.

Pensemos nisso como um material de estudo real e duradouro, que na realidade dos nossos dias é extremamente importante. Quem de nós não quer uma vida pessoal e social mais equilibrada? Uma relação familiar afetiva e verdadeira? Uma relação profissional mais objetiva, clara e construtiva?

A qualidade de vida nos conclama o tempo todo. É preciso viver melhor, com mais harmonia e equilíbrio, com mais percepção da realidade, com atitudes positivas em relação a si e aos outros. Para tal, o estudo, o conhecimento, a análise desses contextos é a direção que se mostra mais próxima. Portanto o tema abordado finaliza e ao mesmo tempo nos convida: vamos estudar sobre os conflitos e sua gestão?

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