Flexibilidade e alongamento na Educação Física escolar

Flexibilidade e alongamento na Educação Física escolar

COLÉGIO SANTA MARIA

30 de março de 2020 | 07h30

Autoria: Zózimo Lisboa

 

O professor de Educação Física escolar muitas vezes aplica atividades que trabalham a motricidade, velocidade de reação, resistência, controle de corpo e de bola, entre outros, e embora a flexibilidade seja treinada dentro de atividades esportivas como citado acima, ela não é ensinada aos alunos de modo a mostrá-los sua importância para um melhor desempenho nas atividades.

O alongamento é uma forma de trabalho que visa à manutenção dos níveis de flexibilidade obtidos e a realização dos movimentos de amplitude articular normal com o mínimo de restrição possível. Os alongamentos são exercícios utilizados para o aumento da flexibilidade, que é uma capacidade individual e depende de fatores como herança genética, sexo, idade, volume muscular e adiposo, além de fatores externos como o treinamento e a temperatura ambiente, entre outros.

A flexibilidade diminui ao longo do tempo, podendo ser mais significativa nos homens. As mulheres, por ações hormonais e anatômicas, apresentam naturalmente maior flexibilidade.

De acordo com o Colégio Americano de Medicina do Esporte, o alongamento e flexibilidade têm influência direta no desempenho de diversas rotinas diárias, proporcionando ao indivíduo maior liberdade e movimentos mais harmônicos ou mesmo na prática de modalidades esportiva, como futebol, corrida, ginástica etc.  Uma pessoa mais flexível desempenha os movimentos com maior amplitude, força e velocidade, levando-a a um melhor gesto como consequência, uma maior economia de energia, auxiliando na prevenção de dores ou lesões musculares e articulares, proporcionando assim um bem-estar mais elevado.

O professor de Educação Física deve relacionar os movimentos de alongamento com movimentos inerentes a algum jogo esportivo, tornando-se, assim, mais atrativo e gerando então uma correlação entre o alongamento e a prática de atividades esportivas ou de lazer. A prática de exercícios de alongamento, assim como a realização de atividades físicas regulares, promove ganhos significativos na promoção de saúde e no bem-estar físico e mental.

A prática de atividades de alongamento deve ser enfatizada desde a Educação Infantil, com a intenção de gerar na criança o prazer pela prática. Desta forma, devem ser aplicadas brincadeiras, jogos e atividades que tenham o objetivo de manter ou mesmo desenvolver a flexibilidade das crianças, porém de uma forma lúdica e prazerosa, fazendo com que elas passem a gostar a tal ponto de realizarem em suas próprias casas, com seus próprios familiares e amigos, e assim sempre deixando em dia sua boa mobilidade articular e realizando tarefas com maior eficácia. Esta atividade pode ser aplicada na escola, não que deva ser em uma aula de balé, pode ser aplicada, por exemplo, em uma aula de ginástica, ou alguns minutos antes de começar a aula de Educação Física ou prática desportiva.

Os melhores resultados no treinamento de flexibilidade ocorrem entre 10 e 16 anos de idade, apesar de a melhor mobilidade de algumas articulações corresponder a uma idade mais avançada. Dentre os fatores que mais favorecem a redução dos níveis de amplitude articular, destaca-se o envelhecimento, devido às mudanças músculo-esqueléticas e fisiológicas relacionadas à idade.

Nas minhas aulas de Educação Física no Santa Maria, estabeleço o treino de alongamento, tanto para melhorar os alunos fisicamente, quanto para que tenham melhor desempenho e disposição nas atividades escolares.

 

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