Física e futebol: aquecimento para a Copa do Mundo

COLÉGIO SANTA MARIA

01 Junho 2018 | 07h30

Autoria: Rafael Correa

Ano de Copa nas escolas sempre é um bem peculiar. Seja pelos jogos, seja pelas figurinhas, os alunos se envolvem no que podem para estarem atualizados sobre o maior evento esportivo do mundo. No Colégio Santa Maria não está sendo diferente. Muitos alunos querem viver ao máximo esse clima. E nós, professores de Física, como podemos aproveitar essa “onda” da Copa?

Há muitas possibilidades de inserção da Física no tema (ou do tema nas aulas de Física). Estamos falando da estratégia da contextualização de situações cotidianas em sala de aula. Pois para que o aluno possa se interessar pelo conteúdo apresentado, é necessário que o professor ultrapasse a fronteira da lousa e do livro didático. E o futebol é um ambiente muito propício para isso.

Uma área que sem dúvidas podemos explorar é a Mecânica. Tomando como base o esporte mais praticado no Brasil, podemos trabalhar a Cinemática, explorando as grandezas como velocidade e aceleração a partir dos chutes, os tipos de lançamentos (horizontal e oblíquo) a partir de jogadas e cobrança de falta. Há também, na Dinâmica, o estudo a partir da força aplicada nos chutes ou o tipo de colisão que ocorre nestes ou numa disputa de bola.

Outra área com grandes contribuições é a Termodinâmica. É possível comentar a pressão de calibragem da bola (diferente quando comparada a outros esportes), as diferenças existentes entre as partidas que ocorrem ao nível do mar (ou próximas a ele) e em cidades localizadas a mais de 2000m acima do nível do mar.

Em Óptica, as regras de cores dos uniformes e da bola, bem como as da iluminação dos estádios para evitar a formação de sombras e não prejudicar a visão dos atletas, são assuntos que auxiliam os estudantes a compreenderem o conteúdo a partir de sua relevância. A Acústica também pode ser escalada para o estudo da razão pela qual em alguns estádios “a pressão da torcida é maior”. Isso ocorre justamente devido à alta intensidade sonora gerada pela torcida.

Por fim, talvez o que se tem mais discutido no futebol, a inovação tecnológica. A partir da Eletricidade e da Ondulatória, podemos explorar os novos recursos que têm sido testados e utilizados a fim de auxiliar a arbitragem, como o recurso de vídeo, comunicação entre árbitros e sensores na bola.

Alguns desses temas permitem inclusive extrapolar as quatro linhas da sala de aula.  Pode-se explorar uma atividade experimental na quadra da escola ou no campo de futebol, no caso da Mecânica, para que os alunos percebam a Física em ação.

A Física apresenta conceitos e análises intimamente relacionados ao cotidiano, por isso, não é difícil trazer para as aulas acontecimentos como a Copa. Desse modo, o aluno adquire uma visão mais rica e crítica dos fenômenos que o cercam. Que comecem os jogos!

 

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