Estudo de meio no Jardim Botânico

Estudo de meio no Jardim Botânico

COLÉGIO SANTA MARIA

04 de fevereiro de 2020 | 07h30

Autoria: Patrícia de Almeida

 

Em uma alameda de jerivás os alunos do 3º ano do Santa Maria iniciaram um estudo de meio no Jardim Botânico de São Paulo. As discussões sobre o que veriam começaram com visita à Mata Atlântica do Colégio.

 

Caminhando pelos dois ambientes, puderam comparar as plantas que os compõem, perceber as diferenças e semelhanças, refletir sobre as plantas exóticas e nativas da Mata Atlântica. A caderneta de campo, companheira de registro das aprendizagens do ano, auxiliou nessas reflexões e foram fonte de um registro riquíssimo!

 

Como preparo para a visita, os alunos assistiram a vídeos e leram textos sobre a Mata Atlântica e sobre taxonomia. Quando questionados sobre o Jardim de Lineu, a resposta estava na ponta da língua. A cada árvore procuravam pelo nome científico e registravam com satisfação a nova descoberta.

 

Durante a caminhada, observaram um pé de café e relacionaram com o que aprenderam sobre a colonização e Imigração no Brasil. Também viram o Pau-brasil e a partir dele pensaram sobre o que são espécies nativas e endêmicas. O Jardim, além de um espaço que pretende conservar as espécies de plantas e animais, também resgata a história do Brasil, com o córrego Pirarungauá, afluente do Ipiranga, e com as espécies de plantas introduzidas pelos portugueses.

 

Cágados, pássaros, calangos e peixes foram ponto de discussão para diferenciar animais terrestres e aquáticos. E que susto ao ouvir o ronco do bugio! Apesar de não avistado, seu som ecoou pela mata e aguçou a curiosidade.

 

Em classe, mapas mentais e relatos demonstraram a riqueza de informações e o estabelecimento de relações com os conteúdos de todo o período letivo, resultado de uma aprendizagem significativa. O olhar investigativo e a escuta atenta proporcionaram a ampliação das aprendizagens e a construção de novos conhecimentos.

 

Essa experiência, mais do que aprender sobre as plantas e animais, despertou nos alunos uma nova visão sobre o que é ser cientista, valorizando o trabalho de campo como parte essencial para a construção de novas descobertas e conhecimentos.

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