Encontro com Nanette Konig, sobrevivente do holocausto

Encontro com Nanette Konig, sobrevivente do holocausto

Colégio Santa Maria

25 Outubro 2016 | 07h43

Autoria: Tauany Pazini

 

Durante todo o ano letivo, a Biblioteca Pe. Moreau, do Santa Maria, busca promover encontros entre escritores e alunos, por considerar importante que o aluno conheça a história desse autor, quais os processos de escrita e criação pelos quais o livro passou e, principalmente, quais as referências e experiências de vida que esse autor traz de si para dentro do livro.

Em um desses encontros, os alunos do 8º ano do Fundamental II tiveram o privilégio de receber a visita de Nanette Konig, que escreveu suas memórias no livro “Eu sobrevivi ao Holocausto”.

Devido ao trabalho realizado este ano com o livro “O diário de Anne Frank”, os alunos do 8º ano estudaram a II Guerra Mundial e ficaram emocionados com esse encontro. Ansiosos por respostas aos questionamentos que tinham sobre esse período tão triste da história da humanidade, o encontro proporcionou uma reflexão profunda sobre os efeitos de uma guerra e um alerta para que não cometamos mais os erros do passado.

Nanette Blitz Konig nasceu em Amsterdã, Holanda, e sua família era de origem judia. Quando a Holanda foi ocupada pelo exército alemão e os nazistas começaram a perseguir os judeus, Nanette passou a frequentar o Liceu Judaico onde conheceu Anne Frank, sua colega de classe. Em 1943, Nanette e sua família foram presos e levados para o campo de transição de Westerbork e, posteriormente, deportados para o campo de concentração de Bergen-Belsen.

Nos últimos dias de vida de Anne Frank, as colegas se reencontram em Bergen-Belsen. Nanette Konig foi a única sobrevivente de sua família, e após três anos de internação para se recuperar da guerra, foi morar na Inglaterra, onde conheceu seu marido. O casal mora em São Paulo desde 1953.

Durante o encontro, Nanette narrou alguns dos horrores pelos quais passou durante o período em que esteve no campo de concentração, sobre como conseguiu sobreviver, as dificuldades que enfrentou no pós-guerra e deixou uma bela mensagem aos alunos: “Valorizem a oportunidade que vocês têm de estudar, pois não é para todo mundo”, fazendo referência ao direito que lhe foi retirado durante sua juventude.

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