É brincando que se aprende!

É brincando que se aprende!

Colégio Santa Maria

15 de maio de 2019 | 07h30

Autoria: Gabriela Herane 

O brincar faz parte do desenvolvimento global da criança, dando suporte para várias aprendizagens cognitivas e emocionais. Brincar é direito da infância, daí ser fundamental que a criança tenha tempo, liberdade e espaço garantidos para que isso aconteça.

A brincadeira torna as crianças mais espontâneas, autônomas, criativas e criadoras; desenvolve regras sociais e morais, que permitem lidar com frustrações, enfrentar desafios, experimentar o mundo, expressar sentimentos e emoções que muitas vezes não são verbalizados.

Aqui no Santa Maria, esse momento é garantido e minuciosamente pensado, planejado e replanejado, para que aconteça com intencionalidade em diferentes contextos, como brincadeiras de “faz de conta”, corporais, musicais, de atenção, enfim, que estimulem o desenvolvimento global do indivíduo, em toda a sua essência emocional, cognitiva e intelectual.

Uma das brincadeiras que se repetem no Jardim I é a de ‘Casinha’. Nela vemos as crianças distribuindo “papéis”, organizando móveis e materiais, selecionando objetos, combinando contextos, adaptando-se às regras e administrando frustrações. O grupo nesse momento se torna essencial, pois é graças a ele que isso tudo acontece, uma vez que, se a criança estivesse brincando sozinha, ela seria o centro.

Um simples diálogo que ocorreu numa das brincadeiras revela grandes aprendizagens:

“- Eu vou ser a mamãe e você o cachorro.

– Eu quero ser o filho mais novo!

– Não, eu vou ser o filho mais novo… eu já falei….

(criança olha, espera e volta a dizer) – Eu também vou ser o filho mais novo…

– Então podem ter dois filhos mais novos, aí tem duas mães e dois pais… (uma terceira criança sugere)

– Eu sou o pai!

– E eu o cachorro…

– Eu também.

– ‘Tá’ bom, então tem três cachorros…”

– Vem cá, os cachorros vão ficar aqui na casinha.

– Vem filha… vamos passear!

Esse é um recorte de um diálogo que estava acontecendo ao organizarem uma brincadeira de casinha.

Quando a criança perde no jogo ou o amigo não quer brincar da maneira como ela sugeriu, entra em cena a capacidade de lidar com a frustração, de se adaptar e se desenvolver a partir disso. Com essas experiências, ela aprende a administrar suas decepções e a enfrentar as adversidades.

A brincadeira em grupo favorece e estimula cooperação, convivência, negociação, resiliência, respeito, raciocínio estratégico, atenção, trabalho em equipe, autocontrole, regras, limites, criatividade… e imaginação! A imaginação motiva e regula a atenção, abre novas possibilidades, cria significados, faz presente o que está ausente e projeta ações futuras. Por meio da brincadeira e de atividades lúdicas, a criança atua simbolicamente nas diferentes situações vividas por ela, elaborando conhecimentos, significados e sentimentos.

O melhor brinquedo de uma criança é outra criança!

O que a criança vivencia na brincadeira não vivenciará em nenhum outro lugar, por isso esse espaço é tão fundamental para a construção do ser. Quanto mais a criança brinca, mais ela terá chance de ser um adulto capaz de produzir ideias.

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