Curiosidade, engajamento e descobertas

Curiosidade, engajamento e descobertas

COLÉGIO SANTA MARIA

18 de março de 2021 | 07h00

Autoria – Gabriela Bocuto Siqueira Gaeta

Hoje em dia, temos diferentes recursos tecnológicos disponíveis, nos quais os alunos têm a oportunidade para aprimorar cada vez mais seus conhecimentos. Por esse motivo, para conseguir um bom engajamento dos estudantes, é preciso inovar o plano de aula aliando o que já sabem nesse campo, com as habilidades que precisam ser consolidadas.

Desta forma, o 4º ano do Santa Maria vem utilizando a tecnologia em aulas invertidas para que a curiosidade e o interesse sejam instigados. Nesse contexto, o aluno é colocado como protagonista no processo de aprendizagem, pois busca em suas vivências relacionar as indagações que lhes são apresentadas com saberes já adquiridos e, assim, levantar novas hipóteses. Na aula, confronta suas descobertas em discussões com os colegas. Em seguida, analisa e tira possíveis dúvidas com a mediação do professor.

Para iniciarmos o estudo sobre mapas, solicitamos que os alunos realizassem uma coleta dos mais diferentes tipos e os adicionassem em um padlet, que é uma ferramenta online que permite a criação de um mural ou quadro virtual dinâmico e interativo, servindo assim para registrar, guardar e partilhar os conteúdos multimídia.

Desta forma, todos teriam remotamente acesso ao mural e, por conseguinte, facilidade de se atentarem aos detalhes, aos padrões, convenções para que trouxessem à aula variadas observações. Neste sentido, a aula invertida proporciona uma otimização do tempo didático, já que os alunos possuem conhecimento prévio da atividade por meio do material fornecido com antecedência pelo professor.

Essa prática proporcionou uma discussão muito produtiva, pois, além de todas as observações apresentadas, os alunos puderam ampliar os conhecimentos, como relatou o aluno Raphael de Abreu Barbosano: “Eu não sabia que existia mapa dos metrôs de São Paulo, mas pensando bem, como as pessoas poderiam se localizar se não tivesse?”. Já a aluna Samantha Johanna Isturiz Ramirez completou dizendo: “Eu não sabia que existiam tantos tipos de mapas e que todos eles possuíam as mesmas características, isso é muito interessante porque agora conseguimos entender todos eles e conhecemos as diversas características”.

Em um curto espaço de tempo, concluímos quais são os aspectos que perpassam todos os mapas, para chegarmos ao objetivo de nossas discussões, nossa intencionalidade, lançando a seguinte pergunta: “Como os mapas são feitos?”.

A partir desse ponto, os alunos realizaram uma atividade prática de observação. Foram convidados a utilizar um monóculo para enxergar um mesmo objeto em diferentes visões: vertical, horizontal e frontal.

Através da aprendizagem ativa, nossos alunos compreenderam qual visão é utilizada para que os mapas sejam feitos. Comparando a observação do objeto e do padlet, concluíram que os mapas só podem ser feitos na visão vertical, como citou o aluno Bruno Fogo Solon: “Agora eu entendi! Se os mapas fossem feitos com outra visão não teríamos noção do todo, não teríamos todas as informações e nem saberíamos nos localizar bem”.

O exemplo mostra que o ensino híbrido vem mudando cada vez mais a forma como os alunos se relacionam entre si em um ambiente de aprendizagem virtual, trazendo diversos benefícios, seja em aula remota ou presencial, pois elas se complementam, como relatou a aluna Laura de Castro Rocha: “Eu adorei fazer um mural virtual, consegui ver a pesquisa de muitos colegas, conhecer mapas novos, de outros países e até daqui de onde moramos”.

Através dessas interações, os alunos passaram a compreender que o conhecimento está ao alcance de todos, mas a reflexão, exposição e comparação de diferentes pontos de vista e opiniões dependem das trocas com os colegas e que a aprendizagem é, e deve ser, resultante de um processo interativo.

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