Criando novos leitores com enigmas e a ajuda dos “Karas”

Criando novos leitores com enigmas e a ajuda dos “Karas”

Colégio Santa Maria

10 Setembro 2018 | 07h30

Autoria: Tiago Fernandes de Souza

 

Já transcorreram três décadas da publicação inicial de A droga da obediência, de Pedro Bandeira, e mesmo após período significativo, o impacto causado pela leitura em adolescentes que “não gostam de ler” é impressionante. Parece uma fórmula mágica, que viraliza com grande facilidade entre os aficionados por NETFLIX e suas inúmeras séries, ou aqueles que, a princípio, se intitulavam não-leitores. Mesmo não sendo mais uma novidade para o mercado editorial, se bem trabalhado, atinge a grande maioria do público envolvido.

Trata-se de uma fórmula que deu muito certo e colocou Pedro Bandeira num posto diferenciado na literatura juvenil brasileira, isso porque ele apostou na força dos jovens com suas particularidades e no poder da amizade: Miguel é o líder dos KARAS, ajudou a formar o grupo e consegue equilibrar a característica de cada um em favor de todos (é o amigo que todos desejam ter); Magrí é a menina delicada, habilidosa e com a garra da “mulher” contemporânea, capaz de se arriscar em favor do bem-comum; Crânio, como o próprio nome sugere, é o menino que todos queremos ser, capaz de desvendar os enigmas mais complexos e facilitar o caminho de todos; Calu é o artista, que por meio da arte, vence o mal sem deixar rastros de violência; Chumbinho é o menino mais novo, desprezado no início, mas que tem determinação e perseverança (que se deseja em todo adolescente quando este se depara com as barreiras impostas no mundo), sem nunca deixar para trás o desejo de avançar e atingir o êxito.

A aventura vivida pelos KARAS rapta a atenção de seu leitor com muita agilidade, logo que Chumbinho é levado pelo inimigo à PAIN CONTROL. Queremos saber por que alguém raptaria jovens de escolas de elite de São Paulo e os controlaria por meio de uma droga capaz de tirar-lhes o vigor próprio da juventude, os tornando seres incapazes de dizer NÃO e propensos a obedecer sem questionar nada.

Sem sombra de dúvidas, o autor coloca nossos jovens numa metáfora da vida real: uma juventude mergulhada nas drogas e que não consegue voltar e refazer o caminho equivocado que já traçou: cumpre, deste modo, mais um papel social relevante – combater a entrada nas drogas. Mais do que isso, a cada capítulo, a obra vai mostrando o quanto o trabalho coletivo e o uso das habilidades pessoais podem fazer a diferença para que o bem vença e a amizade se fortaleça.

Os alunos do 8º ano do Colégio Santa Maria foram convidados a lerem a obra nas férias e início do mês de agosto. Os resultados da leitura prazerosa foram aparecendo desde o início: sustos dos não-leitores que se viram gostando de ler, conversas sobre a obra pelos corredores, excelentes resultados nas verificações de leitura, muitos alunos procurando pelas sequências das aventuras dos KARAS e uma variedade imensa de sínteses da obra, de acordo com solicitação dos professores de Língua Portuguesa.

E você? Já leu a obra? Se ainda não, está perdendo tempo…

Quer ter uma amostra do sucesso entre nossos alunos? Venha e participe da nossa Semana de Literatura, vendo a exposição do 8º ano, na SALA 32, das 8h às 10h, no dia 15 de setembro de 2018. Teremos desde atuações dos nossos KARAS até mapas produzidos por nossos “detetives” que exploram toda a vivência adquirida com a leitura de A droga da obediência.