Crescer é difícil…

Crescer é difícil…

Colégio Santa Maria

17 Julho 2015 | 07h00

 Rituais são importantes na conclusão do Ensino Médio; cada aluno vive passagem de maneira particular; acolhimento é palavra-chave

A passagem da adolescência para a vida adulta é um tema bastante recorrente entre famílias e educadores e, por mais que se tenha abordado essa questão em estudos, artigos e palestras, a sensação é a de que não há resposta ou fórmulas mágicas para lidar com isso.

Com os alunos da 3ª série do Ensino Médio do Santa Maria, que encerram a Educação Básica, salta aos olhos esse processo de ruptura. As angústias se manifestam de variadas formas: alguns querem romper o vínculo com a escola de maneira drástica e agressiva; outros se apegam a um saudosismo exacerbado, um retorno à infância. Tudo é colocado em xeque: família, professores, regras e paira no ar um misto de medo, raiva, tristeza.

“Percebemos que o momento não deve ser de questionamentos, críticas ou cobranças e sim de acolhimento, que não pode ser confundido com permissividade”, declara a orientadora da série, Adriana Pereira da Silva Baptista de Freitas.

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Essa passagem nada mais é que o prenúncio de uma nova fase, repleta de indagações e crises. É um processo, na maioria das vezes, desgastante, porque é difícil para o adulto aceitar que suas “crianças” cresceram. É como se isso representasse a perda de controle, ou ainda, a exposição aos perigos que a vida adulta oferece. No entanto, aos adultos compete a responsabilidade de conduzi-los nessa etapa de transição, com a maturidade necessária frente a dilemas pelos quais esses jovens passam: sexualidade, vestibular, carreira, desilusões, religião, valores, drogas, bebidas, enfim, todo esse turbilhão de coisas.

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Daí a importância de rituais que celebrem com leveza esse novo cenário que se descortina, o início de uma nova fase, com todos os seus desafios: a missa de formatura, a última semana de aula, em que os alunos se fantasiam e se despedem da escola, a colação de grau. Não há fórmulas de sucesso; a vida se estrutura com seus acertos, erros, frustrações, retomadas. O temor da perda deve ser amenizado com a certeza de novas conquistas, que não precisam ser, essencialmente, boas ou idealizadas, mas conscientes.