Conviver para o bem viver

Conviver para o bem viver

Colégio Santa Maria

11 Outubro 2016 | 16h03

Autoria – Suzana Rodrigues Torres

A arte de viver é simplesmente a arte de conviver… simplesmente, disse eu? Mas como é difícil! (Mario Quintana)

Prisma

Que ninguém pode viver sozinho sabemos bem. Ouvimos repetidas vezes que ninguém é uma ilha e construímos nossas histórias enredadas a outras histórias. Constituímo-nos como sujeitos na e pela relação com outros. Nos relacionarmos é uma fonte de crescimento e possibilidades.
Também sabemos o quão difícil é nos relacionarmos. Conviver é um aprendizado constante, um espaço que demanda negociações e ajustes, nem sempre fáceis, nem sem harmônicos, mas seguimos reiterando nossa dimensão social de sermos humanos. Não vivemos isolados, mesmo sozinhos temos o outro internalizado, coexistindo, convivendo com o no decurso de nossas vidas.
O envelhecimento, na medida em que as exigências profissionais e familiares foram, pelo menos em parte cumpridas, poderia ser um tempo para intensificar a vida, mas, numa sociedade que valoriza a produção e o consumo, a aposentadoria pode ocasionar uma diminuição dos contatos interpessoais e trazer a sensação de improdutividade e isolamento, especialmente pela vinculação feita entre identidade e carreira profissional.
O isolamento é considerado um dos aspectos que mais compromete o bem estar no envelhecimento, contradizendo a necessidade de convivência. Esta situação pode provocar angústia que aumenta a probabilidade de estados depressivos e regressivos e doenças.
Conviver se torna uma receita de saúde para o bem viver.
É no convívio social que as novas ideias nascem, que a motivação e as descobertas se potencializam e é na e pela relação com o outro que é possível redesenhar as representações sobre a velhice.
Há muitas maneiras de viver um envelhecimento mais saudável, mas todas, necessariamente, passam pela construção de vínculos, por convívios prazerosos e interações significativas.
“O importante é manter-se ativo e voltado para o mundo externo, sentir prazer em acompanhar os interesses do mundo. Projetar-se no futuro, criar novas metas, rever as experiências do passado para poder se encaminhar com maior maturidade para o dia de amanhã. Viver bem a velhice é uma responsabilidade pessoal e está diretamente ligada ao desejo de viver.”
O Prisma – Centro de Estudos do Santa Maria – propõe atividades em que as vivências interpessoais sejam enriquecidas, localiza-as em proposições desafiadoras, partilhadas e, consequentemente, ampliadas. Além dos cursos regulares há propostas de momentos de convivência marcados pela alegria, fruição estética, vivências culturais e educacionais, pelo desejo de provocar vidas que valham a pena ser vividas…

[1] SANTOS, G. A., e VAZ, C. E. Grupos da terceira idade, interação e participação social. In ZANELLA, A. V., et al., org. Psicologia e práticas sociais [online]. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 2008. pp. 333-346. ISBN: 978-85-99662-87-8. Available from SciELO Books