Aprendizagem em contextos democráticos

Aprendizagem em contextos democráticos

COLÉGIO SANTA MARIA

08 de maio de 2019 | 07h30

Autoria: Orgides Neta e Karine Ramos

 

A palavra democracia é originária da palavra grega “demos”, que significa “povo”, e kratós, que quer dizer “poder”, “governo”. De acordo com Dewey, a democracia é antes de tudo uma forma de viver em comunidade, de experiência comunitária e compartilhada. É um modo de viver sustentado pela crença profunda nas possibilidades da natureza humana.

Compreender o cotidiano democrático na Educação Infantil passa primeiramente pela relação construída entre os envolvidos, ou seja, somos um coletivo de pessoas iguais em seus direitos e deveres, mas diferentes em suas histórias, subjetividades e interesses.

Em uma concepção democrática de participação, a criança é ativa e potente em seu processo de aprendizagem. Nessa relação, o educador tem o papel de promover experiências envolvendo as crianças, e para planejar e potencializar essas situações, deve desenvolver uma escuta atenta. Os registros (documentações pedagógicas) agem como fermento, evidenciando questionamentos, pesquisas e interesses.

As crianças do Pré D do Colégio Santa Maria têm vivido este ano a experiência da participação democrática como um componente intrínseco do seu processo educativo. No início do dia combinamos coletivamente o que iremos fazer; o que precisamos dar continuidade e também novas tarefas que precisamos realizar.

Cabe esclarecer que, como estratégia de organização, em alguns momentos trabalhamos no grande grupo, como nas rodas de conversa, nos momentos de histórias e assembleias. Em outras situações, trabalhamos em pequenos grupos com propostas diferentes e que denominamos de “Territórios de Aprendizagem”, denominação para espaços geradores de conhecimento e experiências. Neles as crianças brincam, interagem, refletem e registram seus significados, com uso de diferentes linguagens. Nos territórios, cada criança é vista como criativa e protagonista de seu próprio aprendizado e o professor é um investigador constante.

Na escolha e organização dos territórios, as propostas são interdisciplinares e trazem assuntos relacionados às artes, à linguagem, à construção/ exploração/pesquisa e aos jogos/brincadeiras. Vale ressaltar que as opções são flexíveis, de acordo com o desenvolvimento do projeto da turma e das intencionalidades de ensino da professora. As possibilidades são modificadas, ampliadas e desdobradas em um processo contínuo de interações. Nesses momentos, as crianças participam tomando decisões, fazendo escolhas, justificando e negociando suas necessidades e interesses.

Os interesses das crianças são valorizados e potencializados por meio da investigação, assim, aprendem a ouvir, a se posicionar, a defender ideias e a lidar com posições divergentes. A escola se torna um espaço de aprendizagem viva e significativa, contextualizada e alegre! Aprendem democraticamente a exercer a cidadania não somente para o futuro, mas para uma vida que pulsa hoje.

 

  

 

 

 

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