Aprender viver o mundo

Aprender viver o mundo

COLÉGIO SANTA MARIA

02 de setembro de 2019 | 09h02

Autoria: Gilberto Soares e Lucas Marchezin

Em agosto, os alunos do 7º ano do Santa Maria se dirigiram à região do Vale do Paraíba para conhecerem diferentes formas de produzir e existir no campo. Foram a um assentamento e a uma fazenda de arroz na região de Tremembé e à cozinha do restaurante Frango Assado.

“Educar para conhecer, viver e ser” é entender que tudo está relacionado e que a vida em suas diferentes manifestações é o que nos une. Assim, realizar uma saída de campo, mais do que validar conceitos ensinados em sala de aula, é expor os alunos e alunas a experiências diversas de seu cotidiano, permitir que sejam afetados pelo estranhamento, para que possam trazer estas sensações e percepções para sala de aula e possam reelaborar seus conhecimentos e visão de mundo de maneira fundamentada e sob o princípio da alteridade.

A saída para o estudo do meio se inicia com atividades em sala de observação e percepção do meio em que estão cotidianamente inseridos – o Colégio. São desafiados a procurar com seus celulares enquadramentos que iluminem as conexões da escola com o mundo. Além disto, nas aulas de Ciências, Geografia e História, aprenderam sobre as diferentes formas e riscos de produção no campo com o uso de agrotóxicos e fertilizantes, a organização da estrutura fundiária brasileira e as diferentes formas de organização do trabalho ao longo do tempo.

Na saída, contaram com o suporte de um Caderno de Campo, elaborado por toda a equipe da série. Com ele, os alunos sabiam por onde seus olhares precisavam estar mais atentos, com a intenção de reconhecerem alguns dos aspectos que posteriormente seriam abordados para o estudo em sala. Mas tudo isso sem perder de vista o deslumbramento e a capacidade de receber e perceber o novo. Foram muitas experiências enriquecedoras… Comer frutas no pé, conhecer gente com uma vivência rica e diversificada, partilhar expectativas e inquietações.

E vivenciando o carisma das Irmãs de Santa Cruz, os alunos e alunas foram desafiados a explorar o espírito humanizador, solidário e criativo de seu fundador, Padre Moreau, para o qual o espírito não se dissocia da razão, sendo a Arte, a Ciência e a Política centrais no processo de construção de suas obras. Assim, os jovens foram estimulados a levantar um problema, argumentar e propor soluções para diferentes questões que emergem da dinâmica rural brasileira, produzindo uma Carta Aberta que será encaminhada ao Secretário de Agricultura do Estado de São Paulo. E a expressão do espírito ficou por conta da criação um vídeo Haicai – um vídeo com três cenas que expressassem fragmentos e percepções desta experiência do estudo do meio.

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