A teatralidade na Educação Infantil

A teatralidade na Educação Infantil

COLÉGIO SANTA MARIA

31 Agosto 2016 | 07h30

“Não se trata de ensinar teatro, mas de promover uma memória profunda no corpo sensível” (Frabetti, 2011).

 Autoria: Claudia Regina Simões Lacerda

 

Corpo sensível que apreende o mundo por meio das múltiplas experiências e vivências. Corpo sensível que pinta, corre, pula, dança, brinca, escorrega, corpo que faz e, ao fazer, ressignifica a experiência e, assim, aprende.

A linguagem teatral possibilita a este corpo sensível a representação de papéis sociais diferentes: faz de conta que sou o lobo, sou mãe, sou pai, sou bruxa, sou passarinho! E nesse faz de conta a criança, gradativamente, desenvolve competências sociais e emocionais compreendendo e apropriando-se da diversidade, dos objetos, dos sentimentos e das coisas do mundo que a cerca.

Em sala de aula na Educação Infantil do Santa Maria, tudo começa como uma brincadeira lúdica e repleta de intencionalidade – criada pelo educador – que se transforma e possibilita à criança expressar-se corporalmente descobrindo outros meios comunicativos. Brincadeira que, essencialmente, tem como regra manter “as condições para a expressão do jogo, ou seja, a ação intencional da criança para brincar” (Kishimoto, 1996, p.36).

Neste jogo de imitação e criação a criança amplia seu olhar e sua forma de expressar-se, pois aprende outras formas, outros meios, outros “jeitos” de fazer; ela descobre outras formas de estar no mundo. Jogo que envolve movimento, ativa os sentidos e desenvolve a imaginação, pois possibilita experimentar, conhecer e recriar os elementos. Tantas vezes o jogo será repetido, tantas vezes ele será objeto de aprendizagem que, a cada novo momento, algo será descoberto, recriado, imaginado e transformado em acervo de memória e, como diz Frabetti, memória profunda em um corpo sensível.

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