A importância do “grupo” como preparação para o mundo do trabalho

COLÉGIO SANTA MARIA

27 Fevereiro 2018 | 09h26

Agnaldo Cardozo de Oliveira  e Rafael Henrique de Lima

 

O trabalho em grupo já foi pauta de muitas discussões em nossas salas de aula. Apesar da simplicidade dos termos, deve-se refletir sobre seu verdadeiro significado, em essência.

Sabe-se que, desde os primórdios, os seres vivos, principalmente os animais, sejam estes racionais ou não, necessitam viver em comunidade e, mais ainda, trabalhar em conjunto.

A vida em comunidade e o trabalho em conjunto não são tarefas fáceis. Na verdade, exigem muitos desafios e, além disso, requer a aceitação de regras, leis, respeito a crenças e valores individuais, pois cada sujeito é um ser único e deve ser respeitado como tal.

Não seria preciso dizer, mas vale a pena lembrar, que não somos perfeitos, daí termos pontos de vista diferentes frente a temas variados. Nesse sentido, a subjetividade faz com que tenhamos perspectivas que são “aprováveis” e também “reprováveis”. Esse julgamento dependerá do prisma de observação.

É certo dizer que o primeiro contato de vida em grupo começa em nosso seio familiar. É ali que experimentamos a descoberta de um novo mundo. Logo em seguida, esse contato passa do âmbito familiar para o escolar. Juntas, essas duas instituições passam a nos influenciar, e, partindo dessa influência, seremos motivados e estimulados a praticar atividades em conjunto.

Não só durante a vida acadêmica, mas em específico a esta, o educando passará por situações desafiadoras e será estimulado a realizar trabalhos em “grupo”, compartilhando informações. Essas práticas constantes farão com que a interação aconteça de forma que, aos poucos, cada aluno assuma um papel importante dentro do ambiente escolar, possibilitando desenvolver e exercitar habilidades de decisão, de debate, de respeito às ideias adversas, de união de forças e de autoavaliação, ao mesmo tempo em que aprende. São justamente essas características procuradas no mercado de trabalho.

Hoje, o mercado de trabalho tem dado preferência a pessoas que saibam trabalhar unindo forças, segundo muitos especialistas. Completa que, a competição entre empregados dá margem a erros, e ainda provoca crises nas corporações, sem contar a negatividade criada no ambiente profissional.

Diante do exposto, a equipe de professores da EJA (Educação de Jovens e Adultos) do Santa Maria, ao considerar as transformações pelas quais o mundo tem passado, e atenta às exigências do mercado de trabalho, tem desenvolvido projetos interdisciplinares com a prática pedagógica da formação de “equipes”, pois percebe a preciosidade da realização de trabalhos em conjunto, e assume, para tal, o conceito da palavra “equipe”, ao entender que os sujeitos se unem em um esforço coordenado, em detrimento do conceito da palavra grupo, em que não há atitude de colaboração mútua, ao conceber a peculiaridade destes alunos e de suas histórias, e que serão sempre beneficiados por essa prática pedagógica. Por meio dela, acredita-se que qualquer tipo de fechamento à partilha será suprimido, impactando positivamente sua vida social, familiar, escolar e profissional.

 

 

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