A gramática da emoção com o retorno presencial

A gramática da emoção com o retorno presencial

COLÉGIO SANTA MARIA

10 de fevereiro de 2021 | 07h00

Autoria – Equipe da Educação Infantil

Nossa intenção na escrita deste artigo é compartilhar o que foi para nós, professoras da Educação Infantil do Santa Maria, os dias que antecederam a volta às aulas e as emoções que extrapolaram o corpo físico com o retorno presencial.
O pulsar do lado de dentro…respiração, palpitação, agitação que encontrou, do lado de fora, a alegria, a euforia e o entusiasmo das crianças. Como diz a professora Gisele: “Coração acelerado, uma felicidade enorme ao encontrar, pessoalmente, as crianças. Olhar em seus olhos e perceber que, graças a Deus, começamos uma nova fase, com cuidados e protocolos, mas grata pela oportunidade de um novo ciclo”.

Dias de planejamento e preparação para o retorno presencial, acolhimento pensado com cuidado e rigor, pois, para além dos protocolos de segurança, tudo aqui envolve o compartilhamento de sonhos, expectativas para o futuro e, principalmente, pressupõe estabelecer relações afetivas entre professores e crianças.

Foram dias em que, ao sentar para (re)organizar, fomos inundadas pela esperança de verbo esperançar, não do verbo esperar, como diz Paulo Freire. Expectativas de sentir o que sentiu a professora Miura: “Alegria de vê-las cheias de saudades da escola. O reencontro com os amigos é especial. Mas o sentimento principal foi a esperança. O retorno nos trouxe energia para enfrentar essa pandemia, olhando para o que as crianças têm de melhor!

Desta forma, o planejamento emocional dos professores e das crianças para o retorno às aulas (presencial) não pode ser negligenciado. O acolhimento e tudo o que esta ação envolve (formação de vínculo, pertencimento, empoderamento, fortalecimento da autoestima, encantamento pela aprendizagem, desejo de voltar no dia seguinte etc) ajuda a (re)significar a socialização e a encontrar formas de encarar os desafios (ensino presencial remoto).
Como diz a professora Elizabeth, “Energias renovadas de que seguiremos juntos para fazermos essa travessia em meio à pandemia com parceria e afeto”.

 
Assim, atravessaremos o ano de 2021 com a certeza de um PULSAR coletivo, uma travessia onde, como diz Fernando Pessoa: “Será preciso abandonar roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmo”.

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