A chegada ao 6º ano

A chegada ao 6º ano

COLÉGIO SANTA MARIA

11 Fevereiro 2019 | 07h30

Autoria: Ana  Lúcia A.Z.M. Parro

Embora saibamos que o Ensino Fundamental é composto por nove anos, a chegada ao 6º ano sempre representa uma série de grandes mudanças para os familiares e principalmente para os(as) estudantes, por isso a necessidade de se elaborar atividades de acolhimento e adaptação a essa nova fase.

Quando o(a) estudante chega ao 6º ano, defronta-se com seus primeiros grandes desafios: as relações com professores e colegas de um lado e a organização do tempo e de atividades.

Até o 5º ano o(a) estudante possuía como referência o(a) professor(a) polivalente, embora com a inserção de professores de Educação Física, Arte e Inglês, o(a) estudante sabia que o(a) professor(a) polivalente estaria a maior parte do tempo semanal acompanhando, de maneira mais pontual,  suas atividades e dificuldades;  muitas vezes – por continuar com o mesmo grupo – permitia uma dinâmica diferente de tempos e atividades.

Nesse novo contexto, precisará aprender a conviver e se relacionar com uma equipe de professores, convivendo com suas idiossincrasias e compreendendo as particularidades de cada componente.

Outro grande desafio se refere às mudanças na organização do tempo e das demandas pedagógicas. Diferente do que ocorriam até o 5º ano, os(as) estudantes a cada 50min aprendem que se encerra um componente e outro professor entrará em sua sala, com propostas pedagógicas diferenciadas; dialogando com aquele grupo, de maneira diferente do anterior,  e principalmente, estabelecendo novas demandas e atividades sobre o(s) conteúdo(s) a serem desenvolvidos  de seu componente.

Juntamente com essas mudanças, os(as) estudantes nesse momento também vivenciam a entrada na pré-adolescência, alterando a sensibilidade, surgindo novos os questionamentos, e tantas outras novidades que vão surgindo.

Com todas essas mudanças e novidades, a equipe do 6º ano do Colégio Santa Maria estabelece uma série de ações, atividades de acolhimento e adaptação para paulatinamente esses(as) estudantes se adaptarem rapidamente à nova realidade.

A primeira ação diz respeito ao próprio espaço: os(as) estudantes do 5º e 6º anos compartilham espaços próximos, o que lhes permite conviverem muitas vezes com a orientação e a assistente do 6º ano, observarem a dinâmica dessa série.

A outra ação, bastante tranquilizadora, ocorre ainda quando os(as) estudantes estão no 5º ano, pois recebem a visita dos(as) alunos(as) que estão cursando o 6º para lhes contarem sobre o cotidiano de estar nessa série. Escutam atentos as narrativas sobre as dificuldades que enfrentaram ao  chegaram no 6º ano e o quê e como encontraram mecanismos para superá-las; relatam sobre as dinâmicas dos professores, sobre os projetos desenvolvidos, e o quanto se sentiram felizes pelas parcerias que receberam da equipe e por conseguirem superar esses desafios. Com essa troca que se estabelece entre os alunos, identificamos que realmente acaba dirimindo a ansiedade dos futuros alunos que estarão no 6º ano.

Quando inicia o ano letivo, a equipe do 6º ano elabora várias atividades de integração e acolhimento para os(as) estudantes, pois há também alunos(as) que chegam de outras escolas, as turmas do período matutino e vespertino que existiam até o 5º ano são mescladas.  Cuidamos para que esses estudantes não fiquem tão ansiosos e, sempre que possível, as atividades propostas agregam duas ou mais turmas, e até mesmo todas as turmas, integrando-os e mostrando o quando podem e devem ser participativos e colaborativos.

Embora não tenham mais o(a) professor(a) polivalente, cada turma tem dois professores que denominamos de ‘padrinho’ ou ‘madrinha’, esses professores desenvolverão com sua turma esse vínculo de referência, de segurança e companheirismo propiciado pelo(a) professor(a) do 5º ano.

Caberá aos professores padrinhos e madrinhas a responsabilidade de estabelecerem com sua(s) turma(s) a divisão das tarefas cidadãs; monitorarem e refletirem sobre os resultados das produções dessas turmas e a elaboração de assembleias de classe.

Para que todas essas novidades sejam apresentadas, no início do ano a orientação da série faz uma “roda de conversa” para que esses estudantes compreendam o significado de estar no Ensino Fundamental; conversamos sobre as alterações quanto às atividades avaliativas; sobre os projetos que desenvolverão ao longo do ano; sobre a necessidade de se colocarem, de tirarem suas dúvidas e de estabelecerem uma rotina de estudo diária; de sempre procurarem representantes da equipe quando se sentirem inseguros; mas principalmente conversamos para que entendam que a cada dia trabalharemos conjuntamente, para que se tornem mais responsáveis, autônomos, participativos, colaborativos.

Com relação aos familiares, sabemos que também ficam ansiosos e inseguros com essas mudanças, mas acreditem no trabalho da Instituição, incentivem seus (suas) filhos(as) a serem mais independentes no que tange às responsabilidades estudantis, mas sem deixar de monitorar a agenda, de olhar seus cadernos, de se interessarem por seus novos aprendizados.