A primeira conquista a gente nunca esquece…

A primeira conquista a gente nunca esquece…

COLÉGIO SANTA MARIA

20 de fevereiro de 2019 | 07h30

Autoria: Gabriela Kraft

 

O nascimento é a primeira grande adaptação que passamos na vida e desde então, a todo tempo, estamos nos deparando com situações novas e desafiadoras, em qualquer idade, que podem gerar medo e insegurança. Esse processo é também intenso quando uma criança pequena entra na escola pela primeira vez ou numa escola nova, em um ambiente coletivo, com regras diferentes das de sua casa, com crianças e adultos “estranhos”.

É um tempo de transição importante e fundamental para a vida, em que a criança vai criando novos vínculos com outros espaços e pessoas, diferentes daqueles que está habituada, como os professores, colegas, funcionários, espaço, atividades, enfim, é tempo de se relacionar com este novo mundo, longe de seus familiares, construindo novas referências, até que se sinta segura e acolhida.

Nessa importante etapa da adaptação, vale lembrar sobre uma questão fundamental, que é a hora da despedida dos pais ou responsáveis…. É imprescindível que isso aconteça, por mais difícil que seja para todos, para que a criança possa construir uma relação de confiança e segurança. Nesse momento, acontece também a aproximação da criança com as professoras, onde começa a se formar vínculos e a nascer novas relações!

Nós, aqui no Colégio Santa Maria, programamos atividades especiais, acolhedoras e uma adaptação gradativa para o Jardim I. As crianças passam o primeiro dia com seus pais ou responsáveis e têm um horário diferenciado. Dessa forma, são convidadas a participar de atividades atrativas e acolhedoras nas semanas que se seguem para criarem vínculos positivos, tanto com os profissionais quanto com a escola.

As reações são as mais diversas. Algumas crianças se encantam logo no início, dão risada, correm pelo espaço, outras choram, outras são mais resistentes, outras elegem um adulto para se aproximar, outras pedem paninhos, chupetas ou um brinquedo, enfim, cada uma no seu tempo, vai encontrando “caminhos e soluções’ para se adaptar.

As atividades e brincadeiras nesse período são cuidadosamente pensadas, para que haja a aproximação de um com o outro, e aos poucos, as brincadeiras passam do individual para o coletivo, desenvolvendo assim o espírito de grupo e pertencimento.

A escola constitui uma experiência necessária de socialização para a criança. As brincadeiras, atividades, jogos, músicas, arte, estimulam o relacionamento com o mundo a sua volta, desenvolvendo a percepção de si, do outro, do ambiente e das relações, onde em pouco tempo de convivência, podemos compartilhar da fala acolhedora e sensível de uma criança que já está mais segura para a outra: “Não precisa chorar, daqui a pouco sua mãe chega e você vai embora”.

“Adaptar, em sua essência, significa a passagem do meio individual, familiar, para o meio coletivo, social, escolar. Significa essa tomada de consciência de que somos feitos, também, pela multiplicidade do exterior. De que somos compostos pelas regras e condutas de um mundo que acontece fora de nós.” (Marcelo Cunha Bueno)

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