Mídias sociais e Educação – uma parceria que pode dar certo

Colégio Santa Amália

Você pode ler 5 matérias grátis no mês

ou Assinar a partir de R$1,90

Você pode ler 5 matérias grátis no mês

ou Assinar a partir de R$1,90

Restam 4 de 5 matérias gratuitas no mês

ou Assinar a partir de R$1,90

Essa é sua última matéria grátis do mês

ou Assinar a partir de R$1,90

 

Não há como negar que a tecnologia é um recurso fantástico da vida contemporânea. Google, Netflix, Facebook, Instagram;são muitos os sites e aplicativos que oferecem milhares de possibilidades de interação, contato e conectividade entre as pessoas de diversos países, culturas e etnias, fazendo com que tenhamos uma sensação de proximidade, acesso rápido a informações, notícias e fatos, em tempo real.

De certa maneira, no início desse “boom” de interatividade e acesso fácil da internet por smartphones e tablets, os educadores sentiram-se perdendo o terreno com seus alunos, já que uma aula que tivesse a presença de recursos mais tecnológicos como computadores, lousas digitais e livros virtuais era reconhecida como “muito mais legal” do que a velha e conhecida aula expositiva e a tradicional dupla “lousa e giz”.

Mas, a tecnologia chegava avassaladora e muitos educadores se sentiram compelidos a buscar, pesquisar, inovar e adaptar formas para que o olhar daquele aluno, encantado com os novos recursos disponíveis, se sentisse atraído  e que as inovações em tecnologia pudessem também ser utilizadas na sua escola, na sua rotina como aprendiz. Precisávamos nos engajar a tudo isso.

O Projeto Voluntariando-C surgiu, de início, como uma proposta que aliava o uso das mídias sociais como uma forma do aluno aplicar o conhecimento adquirido na sala de aula, realizando um trabalho voluntário virtual e com a elaboração de folhetos para a propagação das formas de prevenção da hepatite C. Por meio de posts no Twitter e Facebook, os alunos distribuíam informações aprendidas e alertavam pessoas sobre como se prevenir da hepatite C. Isso, em 2011, foi um imenso desafio e precisei contar com a confiança dos meus superiores do Colégio Santa Amália no meu trabalho pedagógico. As mídias sociais eram bloqueadas não só no Santa Amália mas em todos os colégios e eram vistas como recursos totalmente inúteis para o trabalho pedagógico. Ana Alice Vercesi Galo, estudante de jornalismo na época, utilizou a temática do projeto para a escrita da sua monografia, pois como ela mesmo cita, foi o único projeto pedagógico que ela encontrou que usava as mídias sociais na cidade de São Paulo.

De 2011 até hoje muita coisa mudou na escola, com velocidade e para muito melhor. O Projeto Voluntariando-C cresceu, já atingiu muitos alunos que conseguiram entender o uso das mídias sociais como um recurso além e que também pode ser utilizado como uma forma de disseminar conhecimento e ações positivas., que compreenderam e sentiram como é gratificante poder colaborar com o outro e, principalmente, que o conhecimento adquirido em sala de aula é uma ferramenta potente de transformação e de ação benéfica para ele e para a comunidade.

Como educadora, meu compromisso primordial é com a formação de cada aluno que passa por minhas mãos. Reconhecer que a tecnologia pode ser nossa aliada é um passo muito importante para que novas propostas possam ser viáveis e mais encantadoras para esse público adolescente que nos chega, tão ávido pela vida, com tanta curiosidade e em um mundo cheio de conflitos e teorias para compreender e desbravar.

Cabe a todos nós, portanto, sermos curiosos também do mundo que os rodeia. Utilizarmos e nos apropriarmos das novas tecnologias para que a nossa capacidade de criação possa ser aguçada, estimulada e esse esforço conjunto possa refletir na formação de seres humanos que entendam muito de tecnologia, mas também tenham reforçados seus princípios de paz, amor e compaixão e que possamos usar tudo isso para a construção de uma sociedade mais justa e humanizada.

Nós, do Colégio Santa Amália, já estamos nesse caminho.

 

Silvia Rinaldi

Professora do Colégio Santa Amália – Saúde

Encontrou algum erro? Entre em contato

Siga o Estadão