Professor faz curso no maior laboratório de física de partículas do mundo
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Professor faz curso no maior laboratório de física de partículas do mundo

Colégio Salesiano

21 Novembro 2018 | 09h50

Denis Souza, professor do Colégio Salesiano Santa Teresinha, em São Paulo, acaba de participar de uma jornada científica no maior laboratório de física de partículas do mundo, o CERN (Organização Europeia para Pesquisas Nucleares), localizado em Meyrin, na fronteira Franco-Suíça, em Genebra. Num primeiro momento, ele teve um pré-treinamento em Lisboa, no Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), em seguida, seguiu para o CERN.

Esta é a 12ª Escola de Professores no CERN em Língua Portuguesa e, a convite dos portugueses, professores brasileiros vêm participando delas desde 2009. Neste ano, foi a primeira vez que Denis Souza integrou o processo seletivo, que consistiu na análise de currículo e carta de intenção. Ao todo, foram selecionados 20 professores de Física, espalhados pelo Brasil.

“O curso tem alta relevância para um professor de Física, pois pouquíssimos profissionais que lecionam no Ensino Médio, no mundo, têm a oportunidade de visitar um laboratório desse porte e entender melhor o que está sendo desenvolvido na Física atualmente. Sou privilegiado pela experiência que tive”, explica o docente.

A experiência no CERN permitiu ao professor entender melhor a sua responsabilidade na disseminação da ciência, bem como a importância do assunto para a humanidade. “Agora, me sinto mais capacitado a ensinar Física de Partículas, seja no campo teórico ou experimental. Os reflexos dessa vivência sempre estarão presentes em minhas aulas, assim como nas aulas dos outros participantes. Passamos por uma experiência transformadora, somos melhores professores agora”, enfatiza Denis.

Atualmente, muitos colégios exigem título de mestre ou doutor para preencher seu grupo de docentes. “Na minha opinião, o professor deve sempre buscar o aperfeiçoamento intelectual na sua área de atuação, isso o tornará um melhor profissional. Os bons professores nunca deixam de estudar, mesmo que informalmente”, enfatiza.

Após essa intensa vivência, o que mais marcou o Denis, além da visita ao laboratório, foi o convívio com pessoas. “Conheci professores de 14 estados do Brasil e de todas as regiões de Portugal, como também pesquisadores e doutores de diferentes instituições, e todos apresentaram algo em comum: utilizam a educação e a ciência para transformar as pessoas e, como consequência, melhorar nosso mundo”, explica Denis.

E, por fim, o professor Denis alerta todos os alunos, pais e a comunidade salesiana sobre a importância da ciência, pois ela é a base de tudo que o mundo usufrui hoje, desde a fruta na geladeira até o smartphone mais moderno, então é necessário darmos maior importância e incentivo adequado para os estudos científicos.

“Apesar do Brasil não ser grande incentivador das diferentes áreas científicas, devemos estimular os jovens a seguirem essa carreira tão importante para a humanidade”, diz o professor. Ele acrescenta ainda que, ao contrário do que muitos pensam, um cientista não é necessariamente um gênio, ele é uma pessoa que frequentou uma escola como qualquer outra. “E laboratórios do porte do CERN precisam de jovens, adoradores da ciência, como os que temos aqui no Brasil. Só precisamos motivá-los da maneira correta”, finaliza.

Recentemente, o CERN alcançou um maior nível na compreensão da antimatéria  ao observar, pela primeira vez, a transição eletrônica Lyman-alfa em um átomo de anti-hidrogênio.  A Lyman-alpha é uma das transições eletrônicas descobertas no átomo de hidrogênio há mais de um século pelo físico Theodore Lyman e permite aos astrônomos explorar o espaço existente entre duas galáxias e testar os modelos cosmológicos.